Naquela noite memorável, no calor úmido da Amazônia, se deu o encontro que marcaria as lutas dos povos indígenas nas próximas décadas. O Papa se encontrou com um grupo de lideranças indígenas de todo o país. Ouviu atentamente as falas, interrompidas por longos aplausos. Ao manifestar seu sentimento diante da dura realidade exposta, o fez reconhecendo os povos indígenas como nações. "Assim se respeitará e favorecerá a dignidade e a liberdade de cada um de vocês como pessoa humana e de todos como como um povo e uma nação”. Era 10 de julho, tempo de verão e esperança na Amazônia.
“Em relação ao clero e ao episcopado no Brasil, o ‘efeito Francisco’ ainda é um pouco mais O anseio por uma Igreja “em saída”, que leve Jesus para todos os espaços, tem emergido como uma das principais linhas condutoras do pontificado de Bergoglio nesses dois anos.
A análise é de Sérgio Coutinho, que considera, entretanto, que as palavras de Francisco têm recebido mais aceitação do que propriamente “os gestos mais proféticos” do Papa. Segundo o historiador, há uma intenção clara de solidificar o caráter missionário da Igreja, buscando uma aproximação maior com a sociedade, sobretudo com os estratos mais pobres da população. Trata-se da busca de uma mudança de mentalidade e de estrutura em direção à perspectiva do discípulo-missionário, que se propõe a “tocar a carne de Cristo”, destaca.






















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