"O
Papa Francisco não conheceu o capitalismo central e triunfante da Europa, mas o capitalismo periférico, subalterno, agregado e sócio minoritário do grande capitalismo mundial. O grande perigo nunca foi o marxismo, mas a selvageria do capitalismo não civilizado. Este tipo de capitalismo tem gerado, em nosso Continente latino-americano, uma escandalosa acumulação de riqueza para poucos à custa da exclusão e pobreza para a grande maioria do povo”, escreve
Leonardo Boff , teólogo, filósofo e escritor. O artigo é publicado no sítio
Religión Digital, 03-01-2014. A tradução é do
Cepat.
Eis o artigo. Quem escuta as diferentes intervenções do bispo de Roma e atual papa sente-se em casa, e na América Latina. O
Papa não é eurocêntrico, nem romântico e muito menos vaticanocêntrico. É um pastor “vindo do fim do mundo”, da periferia do velho cristianismo europeu, decadente e agônico (hoje apenas 24% dos católicos são europeus); proveniente de um cristianismo novo que tem sido elaborado ao longo de 500 anos na América Latina, com uma cara própria e com sua teologia.
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