NATAL (II) - SUMIRAM OS PASTORES
Vamos dar continuidade às nossas reflexões natalinas.
Foi na cidade do Recife, na passagem do século XX para XXI, que observei, pela primeira vez, algo estranho no meu entendimento sobre o Natal. Havia, em diversos bairros, belos enfeites natalinos, como também montagens de vistosos presépios, feitos - diga-se de passagem - com bom gosto. Porém, algo faltava neles: em presépio algum havia figuras que representassem os pastores. Somente Jesus, Maria, José, o anjo, alguns animais e, bem evidenciados, os três “reis magos”, cuja magia ganhava destaque pelo tamanho dos presentes a serem doados a um bebê, volumoso e rosado, “imagem” do Menino Jesus.
De lá para cá observo presépios por toda parte, nos quais os pastores, lamentavelmente, continuam a ser excluídos: presépios nas praças, nos shoppings, em outros estabelecimentos comerciais, em halls de prédios, em consultórios médicos, e etc. sem pastores, enquanto os “reis magos”, com sua “magia das ofertas”, se sobrepõem, de forma soberana, sobre aquelas figuras que “representam” Jesus, Maria, José.
O que significa a não presença dos pastores em nossos presépios?
LEIA MAIS: