quarta-feira, 13 de março de 2013

papa-bergoglio-650Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, em entrevista coletiva concedida à imprensa, na tarde desta quarta-feira, 13 de março, apresentou a saudação oficial da CNBB ao papa Francisco I.
leia a saudação na íntegra:

SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA
“Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Sl 118,26)
Tomada pela alegria e espírito de comunhão com a Igreja presente em todo o mundo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB eleva a Deus sua prece de louvor e gratidão pela eleição do novo Sucessor de Pedro, Sua Santidade Francisco I.
O tempo e as circunstâncias que antecederam a eleição de Francisco I ajudaram a Igreja a viver intensamente a espiritualidade quaresmal, rumo à vitória de Cristo celebrada na Páscoa que se aproxima. O momento é de agradecer a bondade de Deus pela bênção de um novo Papa que vem para guiar os fieis católicos na santidade, ensiná-los no amor e servi-los na humildade.
A eleição de Francisco I revigora a Igreja na sua missão de “fazer discípulos entre todas as nações”, conforme o mandato de Jesus (cf. Mt 28,16). Ao dizer “Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-Lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: “Cuida das minhas ovelhas” (cf. Jo 21,17).
Nascido no Continente da Esperança, Sua Santidade traz para o Ministério Petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha.
A expectativa com que o mundo acompanhou a escolha do Sucessor de Pedro revela o quanto a Igreja pode colaborar com as Nações na construção da paz, da justiça, da igualdade e da solidariedade.
Ao novo Papa não faltará a assistência e a força do Espírito Santo para cumprir esta missão e aprofundar na Igreja o dom do diálogo, em uma sociedade marcada pela pluralidade e pela diversidade, e o compromisso com a vida de todos, a partir dos mais pobres, como nos ensina Jesus Cristo.
Ao saudá-lo no amor de Cristo que nos une e na missão da Igreja que nos irmana, asseguramos-lhe a obediência, o respeito e as orações das comunidades da Igreja no Brasil, para que seja frutuoso o seu Ministério Petrino.
Com toda Igreja, confiamos sua vida e seu pontificado à proteção da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja.
Bem-vindo Francisco I! A Igreja no Brasil o abraça com amor!
Dom Belisário José da Silva Dom Leonardo Ulrich Steiner
Arcebispo de São Luis Bispo Auxiliar de Brasília
Vice Presidente da CNBB Secretário Geral da CNBB

Francisco I: o novo Papa

ncbergoglioO cardeal argentino e arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, de 76 nos, foi eleito o novo pontífice da Igreja Católica Apostólica Roma. A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, às 15h05, no Brasil (horário de Brasília), 19h05, em Roma. O novo Pontífice se apresentou ao mundo, às 16h22 e convidou todo o povo para rezar em intenção ao Papa Emérito, Bento XVI. O anúncio “Habemus Papam” foi pronunciado pelo cardeal diácono mais velho, 70 anos, Jean-Louis Tauran.
Confira a biografia do Papa Francisco:
 
Data de nascimento. Nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936.
Educação. Estudou e se diplomou como técnico químico, mas ao decidir-se pelo sacerdócio ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus, estudou humanas no Chile, e em 1960, de retorno a Buenos Aires, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, na localidade de San Miguel. Entre 1964 e 1965 foi professor de Literatura e Psicologia no Colégio da Imaculada da Santa Fé, e em 1966 ditou iguais matérias no Colégio do Salvador de Buenos Aires. Desde 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel, cuja licenciatura obteve.
Sacerdócio. Em 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Em 1971 fez a terceira
aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973, sua profissão perpétua. Foi professor de noviços na residência Villa Barilari, de San Miguel (anos 1972/73), professor na Faculdade de Teologia e Consultor da Província e reitor do Colégio Máximo. Em 31 de julho de 1973 foi eleito provincial da Argentina, cargo que exerceu durante seis anos. Esteve na Alemanha, e ao voltar, o superior o destinou ao Colégio de Salvador, de onde passou à igreja da Companhia, da cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor. Entre 1980 e 1986 foi reitor do Colégio Máximo de San Miguel e das Faculdades de Filosofia e Teologia da mesma Casa.
Episcopado. Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o designou bispo titular da Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano recebeu na Catedral primaz a ordenação episcopal, e foi promovido a arcebispo auxiliar de Buenos Aires em 3 de junho de 1998. De tal sé arcebispal é titular desde em 28 de fevereiro de 1998, quando se converteu no primeiro jesuíta que chegou a ser primaz da Argentina.
É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina e que não contam com Ordinário de seu próprio rito. Na Conferência Episcopal Argentina é vice-presidente; e como membro da Comissão Executiva é membro da Comissão Permanente representando à Província Eclesiástica de Buenos Aires. Integra, além disso, as comissões episcopais de Educação Católica e da Universidade Católica Argentina, da que é Grande Chanceler. Na Santa Sé, forma parte da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos, e da Congregação para o Clero.
Cardinalato: Criado cardeal presbítero em 21 de fevereiro do 2001; recebeu a barrete vermelha e o título de São Roberto Belarmino.
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: CNBB

COMO FUNCIONA O CONCLAVE


A missão marista num mundo novo

Comissão de Novos Modelos de Animação, Gestão e Governo

08/03/2013: Casa Geral

Nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro de 2013, na Casa Geral dos Irmãos Maristas, em Roma, aconteceu a terceira reunião da Comissão Internacional de Novos Modelos de Animação, Gestão e Governo. Participaram o Sr. Marco Cândido (Brasil Centro-Sul) e Irmãos Gabriel Villa-Real (L’Hermitage), Michel Green (Austrália), Victor Preciado (Conselho e Economo Geral), John Klein (Conselho Geral) e João Carlos do Prado (Secretariado da Missão).
A reunião teve por objetivo apresentar ao Conselho geral o esboço do Projeto trabalhado pela Comissão, nas reuniões prévias, bem como a metodologia e a estrutura de desenvolvimento. Nesse sentido, nas manhãs dos dias 19 e 20 de fevereiro, a Comissão refletiu sobre o projeto com o Conselho geral.
O Projeto de “Novos modelos de animação, gestão e governo” visa ao desenvolvimento e à sustentabilidade da missão marista nos diversos níveis do Instituto Marista. A internacionalidade do Instituto e a participação dos leigos são oportunidades para juntos buscarmos o melhor caminho para fortalecer a presença e a missão marista no mundo, sobretudo, nas novas terras em que o Senhor nos desafia.

Uma responsabilidade comum

O Ir. Emili Turú opina sobre a atualidade do momento histórico da Igreja

12/03/2013: Casa Geral

Como se realçou nestas últimas semanas, a figura do papado tem um caráter simbólico muito importante. Por isso, não é irrelevante o conteúdo que se dá a essa função, nem tampouco a pessoa que a assume. É evidente que o papa João XXIII marcou uma nova época na historia da Igreja, convidando a um retorno ao essencial e a um profundo aggiornamento, que produziu uma onda de esperança em muitas pessoas.
Entretanto, não sou tão ingênuo de pensar que a Igreja será mais evangélica simplesmente com uma mudança de papa. Dizem que as expectativas são frustrações premeditadas, assim que procuro recordar-me que a Igreja se constrói no dia a dia por milhares de pessoas que procuram viver sua fé com autenticidade. E repito para mim que devo ser uma dessas pessoas.
Sim, sonho com uma Igreja simples; contemplativa; acolhedora sem condições; servidora de todos, especialmente das pessoas mais vulneráveis; aberta ao diálogo; realmente comunitária; que dê maior protagonismo ao laicato, especialmente à mulher…; mas sei muito bem que tenho uma responsabilidade em construir essa Igreja.
Se o papa Juan XXIII pôde convocar o Vaticano II, foi porque algo se estava movendo na Igreja, há muito tempo. Provavelmente, ele não foi mais que o catalisador de um amplo movimento de renovação que vinha das bases da Igreja.
A hierarquia da Igreja tem sua própria responsabilidade, mas não deveríamos abdicar da nossa, como se tudo dependesse de um grupo reduzido de homens. Não foi, de fato, a renúncia de Bento XVI um convite a que cada cristão faça uso de sua liberdade como filho e filha de Deus, e assuma a responsabilidade que lhe corresponde?
Talvez a pergunta, portanto, não seja o que o papa vai fazer pela Igreja, mas o que nós vamos fazer por ela.
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Tomado da revista “Vida Nueva” - www.vidanueva.es

terça-feira, 12 de março de 2013

Veja 14 fatos sobre o conclave, reunião que vai eleger o novo Papa

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo

Roupa dos cardeais durante o conclave (Foto:  )
Os cardeais dão início nesta terça-feira (12) ao conclave que vai escolher o novo Papa, sucessor de Bento XVI na liderança da Igreja Católica.

O processo ocorre a portas fechadas segue uma série de ritos. O G1 ouviu especialistas que, abaixo, contam alguns detalhes e curiosidades.
saiba mais
Foram ouvidos os padres Denilson Geraldo, professor de direito canônico da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e Helmo Faccioli, coordenador da Comissão Litúrgica da Arquidiocese de São Paulo.
Além deles, o cardeal brasileiro Dom Geraldo Majella, um dos cinco brasileiros que com direito a votar e ser votado na próxima sucessão papal, e que já participou do conclave que elegeu o Papa Bento XVI, também falou sobre detalhes da reunião, que acontecerá na Capela Sistina, no Vaticano.
1 - Os cardeais ficam trancados na Capela Sistina o tempo todo?
Não. Eles fazem as refeições e dormem na Casa Santa Marta, um edifício construído durante o pontificado de João Paulo II, localizado a 700 metros da Capela Sistina. Ele está pronto para receber os cardeais durante o conclave. Os participantes das votações ficam trancados apenas durante as votações: quatro por dia, duas de manhã e duas à tarde, até que se eleja um Papa.

2 - Qual é o idioma falado durante o conclave?
De acordo com Dom Geraldo Majella, a língua predominante é o italiano. No entanto, “todos falam os idiomas que conhecem. Mas na hora de se comunicar em público, o italiano é a língua permanente e que todos entendem”, explica.

Expressões que fazem parte do ritual do voto são faladas em latim. Na hora de votar, segundo o padre Denilson, os cardeais dizem em voz alta “Testor Christum Dominum, qui me iudicaturus est, me eum eligere, quem secundum Deum iudico eligi debere”, que quer dizer em português “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há de julgar que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo que deve ser eleito”.
3 - Como os cardeais se deslocam entre a Capela Sistina e a Casa Santa Marta?
Cerca de 700 metros dividem os dois locais. Segundo Dom Geraldo Majella, cardeal brasileiro, o trajeto pode ser feito caminhando ou com a ajuda de meios de transporte, como carros ou micro-ônibus, que estão a serviço do Vaticano.
Deslocamento entre a Capela Sistina e a Casa Santa Marta (Foto:  )
4 - Os cardeais ficam sem comer durante a votação?
Não. Devido ao costume de realizar duas votações na parte da manhã e mais duas no período da tarde, os participantes do conclave terão um intervalo para refeição, que deve ocorrer entre 13h e 15h (horários locais). Eles se retiram da Capela e se dirigem à Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados e enclausurados até a escolha do novo Sumo Pontífice. Lá almoçam e ainda “tiram um cochilo”, seguindo a tradição italiana de descansar após a refeição.

5 - Eles poderão utilizar aparelhos celulares, tablets, Facebook ou Instagram para postar o que acontece na votação?
Não. Segundo o padre Denilson, baseado em informações da Constituição Apostólica, para que nenhum segredo seja violado o camerlengo pode recorrer à perícia de dois técnicos que terão a obrigação de evitar que cardeais e demais funcionários da Santa Sé envolvidos no conclave entrem com meios de captação ou transmissão audiovisuais na Capela Sistina.

No entanto, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse em entrevista coletiva na última semana que os cardeais eleitores não precisarão passar por revista antes de entrar no local de votação. Apenas funcionários e demais pessoas que trabalharem neste local e também na Casa Santa Marta terão de se submeter a um detector de dispositivos.
6 - Mas e quem desrespeitar e conseguir “burlar” as normas da Santa Sé?
Deverá ser punido com a excomunhão, que é a expulsão do religioso da Igreja Católica.

7 - Fora da Capela Sistina, os cardeais podem conversar entre si?
Sim. Eles podem conversar normalmente entre si durante os dias do conclave. Funcionários do Vaticano também terão acesso a eles. No entanto, não poderão falar nada do que se passa fora dos muros da Santa Sé ou ainda não podem jamais contar o que ouviram dos cardeais durante o período de trabalho, sob pena de excomunhão.

8 - A quantidade de votos recebida pelo Papa será divulgada ao público?
Não. Apenas o Papa eleito e os cardeais que estiverem na Capela Sistina ficarão sabendo. Será possível os cardeais tomarem conhecimento do "placar final" de cada rodada de votação, de acordo com o padre Denilson. Ele explica que a constituição do Vaticano permite aos cardeais a utilização de material para anotação dos votos, que serão lidos em voz alta, um a um, durante a contagem das cédulas. “Neste aspecto, não há nenhum tipo de segredo”, disse o sacerdote. No entanto, essas informações não podem ser divulgadas publicamente.
9 - Que roupa os cardeais usam durante a votação?
Segundo o padre Helmo Faccioli, os cardeais usam uma veste denominada “coral", composta de uma batina vermelha, uma sobrepeliz branca por cima, uma mozeta vermelha, além de uma cruz peitoral, solidéu vermelho e o barrete cardinalício (um chapéu que se coloca sobre o solidéu). A veste é usada em todas as sessões do conclave. É considerada solene, própria do oficio de cardeal, que a usa em reuniões oficiais.
10 - Os cardeais já começam o dia votando?
Não. Segundo padre Denilson, em todos os dias de conclave haverá a celebração de uma missa e a leitura da Liturgia das Horas – oração que consiste na recitação de três salmos, um cântico, além de uma leitura bíblica do Novo ou Antigo Testamentos.
11 - Se algum cardeal ficar doente e não conseguir ir à Capela Sistina, ele poderá votar?
Sim. Será função dos infirmarii (enfermeiro, em latim), cardeais que também são eleitores e são designados para recolher os votos de cardeais enfermos presentes na Casa Santa Marta que não conseguiram se deslocar para o núcleo do conclave.
12 - Quantas votações podem acontecer?
Podem ocorrer até 34 votações durante o conclave, o máximo permitido pela Constituição da Igreja. Há um cronograma que prevê pausas entre as rodadas, caso não nenhum cardeal receba os 2/3 de votos previstos. De acordo com o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, não é obrigatório haver votação na primeira tarde de conclave, já que estão previstas as orações e os juramentos dos cardeais.
Dia Manhã Tarde
1 Missa de abertura do Conclave 1ª votação*
2 2ª e 3ª votações 4ª e 5ª votações
3 6ª e 7ª votações 8ª e 9ª votações
4 10ª e 11ª votações 12ª e 13ª votações
5 1 ª Pausa para a oração e o livre diálogo entre os eleitores
6 14ª e 15ª votações 16ª e 17ª votações
7 18ª e 19ª votações 20ª votação. Caso ainda não haja um papa, há uma pausa para reflexão até o dia seguinte
8 21ª e 22ª votações 23ª e 24ª votações
9 25ª e 26ª votações 27ª votação. Caso ainda não haja um papa, há uma pausa para reflexão até o dia seguinte
10 28ª e 29ª votações 30ª e 31ª votações
11 32ª e 33ª votações 34ª votação, com apenas dois candidatos e eleição do novo Papa
* É possível que não ocorra votação no primeiro dia, de acordo com o Vaticano
13 - A fumaça da chaminé da Capela Sistina vai aparecer ao final de cada um das votações?
Não. De acordo com padre Denilson, caso a primeira votação da manhã ou da tarde não resulte na escolha de um novo Papa, a emissão da fumaça negra pela chaminé da capela Sistina, resultado da queima das cédulas, só ocorrerá após a segunda rodada de votos realizada no período da manhã ou da tarde. O sacerdote explica ainda que quando a fumaça branca for lançada, não será possível saber se foi após a primeira ou a segunda votação, seja ela da manhã ou da tarde.

14 - Assim que o Papa for escolhido, o que acontece com ele?
Segundo padre Denilson, quando um cardeal receber 2/3 dos votos, as portas da Capela Sistina serão abertas e entrarão o secretário do Colégio de Cardeais, o mestre de cerimônias litúrgicas, além de dois cerimoniários (normalmente são padres). Neste momento, o cardeal decano, que já estará no interior do recinto, perguntará, em voz alta, "aceitas a tua eleição canônica para sumo-pontífice?". Caso a resposta seja sim, outra pergunta é feita pelo cardeal decano: "como queres ser chamado?".
Após o Papa eleito citar o nome que escolheu, o mestre de celebrações litúrgicas redigirá um documento com o nome do novo pontífice, que terá os dois cerimoniários como testemunhas. Em seguida, as cédulas utilizadas nesta votação serão queimadas, além de todos os papéis que os cardeais podem ter escrito (rascunhos) para que a fumaça branca seja liberada pela chaminé instalada na capela.

FONTE: SITE G1

Sucessão no Vaticano

Para jornais italianos, Odilo Scherer é um dos três principais candidatos. Gaúcho seria apoiado por número elevado de cardeais — mas não pelos brasileiros
Os principais veículos da imprensa italiana, como os jornais Corriere Della Sera e o La Republica, apostam em três candidatos como os mais prováveis entre os 115 cardeais a suceder o papa emérito Bento XVI. Na relação estão o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, de 63 anos. Os outros dois são o cardeal canadense Marc Oullet, de 68 anos, e o italiano Angelo Scola, de 69 anos.
LEIA MAIS:
Cardeais participam da última reunião preliminar antes do conclave
Tradicionalmente, os principais veículos de imprensa na Itália mantêm vaticanistas — especialistas em temas da Igreja Católica Apostólica Romana — entre seus comentaristas e consultores. No Corriere Della Sera, a reportagem principal faz um perfil dos três cardeais, apontados como prováveis candidatos à sucessão de Bento XVI. O canandense é descrito como o mais aberto.
O brasileiro dom Odilo é definido como o candidato que conta com o apoio de um elevado número de cardeais, principalmente da América do Sul. O arcebispo de Milão, Angelo Scola, é apoiado pelos europeus e, naturalmente, pelos italianos que têm mais votos no conclave, segundo o Corriere Della Sera.
O jornal também apresenta como candidatos paralelos o mexicano Francisco Robles Ortega, o húngaro Péter Erdo e o austríaco Christoph Schönborn. O La Republica menciona a pressão feita por norte-americanos por um nome oriundo dos Estados Unidos. O nome que tem o apoio dos norte-americanos é Timothy Dolan, o arcebispo de Nova York.
Porém, para o La República o nome que reúne mais votos é o do italiano Angelo Scola. Ele, segundo o jornal, é considerado um cardeal moderado e sua escolha pode representar a abertura da Igreja, na busca por mudanças internas, no momento de denúncias de casos de pedofilia e desvio de recursos no Vaticano.
Um nome que também surge no cenário é o do cardeal francês, arcebispo de Lyon, Philippe Barbarin. Dom Odilo é mencionado como o cardeal que tem o respeito da Cúria da Igreja, embora não conte, segundo o jornal, com votos entre os outros cardeais brasileiros. O La Republica lembra que, em 2011, o escolhido para presidir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.
Diário Catarinense – 11/03/2013
AGÊNCIA BRASIL


1 comentário para Sucessão no Vaticano

Campos de Sousa
  • Oração pela eleição do Bispo de Roma
    Lisboa, Terça-Feira dia 12 de Março de 2013 – Ano da Fé.
    11:30H
    Bom e eterno Deus e amado Pai, neste preciso momento em Roma, os teus filhos cardeais da ICAR estão reunidos a portas fechadas, para procederem a eleição do próximo Bispo de Roma.
    Bom Deus peço-te que a escolha seja orientada por Ti. Peço-te que fales à mente, ao coração e ao ouvido, de todos os teus escolhidos para este solene ato espiritual, com implicações na terra e nos céus. Peço-te que diga-lhes de forma clara e inequívoca, o nome no qual devem votar, e eleger como anjo da Tua igreja que se reúne na ICAR. Peço-te que envies o sopro veemente do Teu Espírito, dentro da Capela Sistina durante todo o conclave, e que o Espírito Santo convença todos os cardeais a obedecerem a Tua voz, elegendo quem o Pai ordenar que elejam, ainda que porventura, tenham recebido instruções, para votar em outro nome. Peço-te que neste conclave do Ano da Fé, seja feita a Tua boa, agradável e perfeita vontade. Pai amado eu peço-te em nome de Jesus. Amém.

CONCLAVE INICIA HOJE

O Conclave de 2013 será uma reunião dos Cardeais eleitores de Igreja Católica Apostólica Romana para a eleição do sucessor do Papa Bento XVI, a iniciar-se a 12 de março de 2013.

O Conclave de 2013 foi convocado em decorrência da renúncia de Bento XVI, anunciada no dia 10 de fevereiro de 2013 e efetivada no dia 28 de fevereiro de 2013. A previsão canônica do ato de renúncia está normatizada no Código de Direito Canônico(Cân. 332, § 2), que declara: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao cargo, para a validade requer-se que a renúncia seja feita livremente, e devidamente manifestada, mas não que seja aceite por alguém.”
As normas para a realização do Conclave de 2013 estão previstas no Código de Direito Canônico(Cân. 332) e regulamentadas pela Constituição Apostólica Universi dominici gregis, do Papa João Paulo II, com as alterações feitas por Bento XVI por meio de Motu Proprio em 2007[5], pelo qual retoma a norma tradicional sobre a maioria necessária na eleição do Sumo Pontífice e em 2013.
Segundo o Vaticano, o Conclave de 2013 começaria de 15 a 20 dias após a renúncia de Bento XVI. No dia 16 de fevereiro, entretanto, o porta-voz da Igreja Federico Lombardi declarou que o Conclave poderia ser antecipado para a primeira quinzena de março, se todos os cardeais já estiverem presentes no Vaticano. Nos bastidores, comenta-se que uma disputa prolongada poderia arranhar a imagem da Igreja, já que a Páscoa poderia chegar sem que a instituição tenha escolhido um novo líder.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Entenda o que é um Conclave

A palavra "conclave" vem do latim, "cum clavis", e significa precisamente "fechado à chave"
 
 
O conclave que se reunirá no dia 12 de março no Vaticano é uma assembleia de cardeais regida por regras muito rígidas, durante a qual os cardeais se isolam do mundo exterior para evitar pressões até terem escolhido um novo Papa.
A palavra "conclave" vem do latim, "cum clavis", e significa precisamente "fechado à chave".
O sistema de fechar os cardeais teve início no Concílio Lyon II (1274).
Na próxima semana, 115 cardeais com menos de 80 anos dos 117 que compõem o corpo eleitoral (um indonésio e um britânico não participarão) se fecharão no recinto da cidade do Vaticano, declarado zona de Conclave.
Antes, todo o Colégio Cardinalício, incluindo os maiores de 80 anos, terão realizado as chamadas congregações ou assembleias para debater o estado da Igreja e definir o perfil do sucessor de Bento XVI, após sua histórica renúncia no dia 28 de fevereiro.
O novo Papa será eleito em uma das votações que serão realizadas na Capela Sistina.
Durante a duração do Conclave, os cardeais serão proibidos de utilizar qualquer tipo de comunicação com o exterior, sem telefone ou computadores. Não poderão enviar mensagens eletrônicas ou alimentar suas contas nas redes sociais.
Vigilância eletrônica para evitar vazamentos.
O Vaticano ordenou inclusive uma limpeza eletrônica para detectar qualquer possível mecanismo transmissor ou receptor camuflado no âmbito da clausura e colocou um aparelho que restringe os sinais de rádio dentro da Capela Sistina e nas áreas próximas a ela.
No início do conclave, os cardeais farão um juramento de silêncio. Além dos cardeais, todos os funcionários do serviço que têm acesso a eles também deverão jurar que manterão segredo sobre tudo o que tiver relação com as reuniões, sob pena de excomunhão.
O conclave terá início com uma missa votiva "Pro elegendo papa", após a qual os cardeais se dirigirão em procissão até a Capela Sistina, local da eleição, cantando o "Veni Crator" para invocar a ajuda do Espírito Santo, segundo a Constituição Apostólica.
Além disso, o mestre de cerimônias pronuncia o "Extra omnes!" ("Fora todos!", ordenando que aqueles que não tenham a ver com a eleição saiam do recinto).
As portas se fecham e ficam sob a proteção da Guarda Suíça.
Para ser eleito, um cardeal precisará de uma maioria de dois terços, ou seja, 77 votos. O voto é secreto. Os cardeais não têm direito de se abster nem de votar em si mesmos.
Na Capela Sistina serão realizadas duas votações matutinas e duas vespertinas. Duas vezes ao dia, uma depois de cada rodada, os papéis são queimados. A cor da fumaça que sairá da chaminé anuncia ao mundo o resultado: preta, se ainda não houver uma decisão, e branca, se um novo Papa tiver sido eleito.
Nos três últimos conclaves (dois em 1978 e outro em 2005), para desespero dos jornalistas, o sistema não funcionou corretamente e a fumaça que deveria ser branca apareceu como cinza. Na última destas ocasiões foi incorporada uma estufa auxiliar com o objetivo de queimar produtos químicos que tingissem claramente a fumaça da cor correta, embora tampouco tenha funcionado.
Da "Sala das lágrimas" ao anúncio: "Habemus papam"
Um repique de sinos de São Pedro se somará ao anúncio do evento, e assim tudo será mais claro para a imprensa e para os milhares de católicos que seguirão o evento.
Se depois do terceiro dia nenhum candidato alcançar o mínimo exigido, a Constituição estabelece uma pausa de 24 horas, que será dedicada "à oração, ao colóquio (...) e a uma breve exortação espiritual".
Se ocorrerem outras sete votações inúteis, será feita outra pausa de um dia.
O último ato do conclave é a pergunta que três cardeais fazem ao eleito: "Aceita sua eleição como Sumo Pontífice?". Após a resposta afirmativa, segue outra pergunta, "Quo nomine vis vocari?" ("Como quer ser chamado?").
Depois de ser parabenizado pelos cardeais, o sucessor do Papa alemão, que poderá escolher livremente seu nome, se dirigirá a uma pequena sala contígua onde o esperam três hábitos papais (de tamanhos pequeno, médio e grande) para se vestir. Costuma ser chamada de "Sala das Lágrimas", já que parece que todos os eleitos, sem exceção, choram ali em relativa intimidade diante da magnitude da responsabilidade que acabam de assumir.
Em seguida, o novo Papa vai à sacada da basílica de São Pedro depois que o protodiácono, neste caso o cardeal francês Jean Louis Tauran, anunciar aos fiéis: "Habemus papam!" para ser apresentado à multidão reunida na gigantesca praça de São Pedro no Vaticano.
AFP

Desafios para a Igreja com o novo Papa

A Igreja Católica leva consigo um imenso paradoxo. O sociólogo Olivier Bobineau descreveu bem a situação. “A Igreja católica é uma junção paradoxal de dois elementos opostos por natureza: uma convicção – o descentramento segundo o amor – e um chefe supremo dirigindo uma instituição hierárquica e centralizada segundo um direito unificador, o direito canónico.

De um lado, a crença no invisível Deus-Amor; do outro, um aparelho político e jurídico à procura de visibilidade. O Deus do descentramento dos corações que caminha ao lado de uma máquina dogmática centralizadora. O discurso que enaltece uma alteridade gratuita coexiste com o controlo social das almas da civilização paroquial – de que a confissão é o arquétipo – colocado sob a autoridade do Papa. Numa palavra, a antropologia católica tenta associar os extremos: a graça abundante e o cálculo estratégico. Isso dá lugar tanto a São Francisco de Assis como a Torquemada.”
Esta junção paradoxal é superável? Os desafios para a Igreja com o novo Papa são muitos.
1. Desafio essencial é a conversão de todos os seus membros ao Evangelho, começando pelos que estão mais alto: papa, bispos, cardeais, padres. Acreditar em Jesus e tentar segui-lo. E anunciar a fé viva de sempre na linguagem do nosso tempo, articulando-a com a razão. E, contra um cristianismo reduzido a proibições, apresentá-lo como mensagem positiva e realização felicitante de sentido.
2. Outro, decisivo para o futuro: a reforma da Cúria Romana e do governo da Igreja em geral (há quem se pergunte: mas a Cúria será reformável?). Tem de haver mais simplicidade (acabar com aqueles títulos todos: Eminência, Excelência, Monsenhor…) e transparência e democraticidade. Pergunta-se, por exemplo, se o actual modelo de eleição papal não sofre de endogamia, já que o Papa escolhe aqueles que elegerão o sucessor. Não se impõe um processo mais participativo e universal? Quanto às dioceses, alguém já sugeriu, em vez de dioceses gigantes, um bispo para um número mais reduzido de fiéis, que deveriam participar na sua eleição.
3. É intolerável que possa haver sequer suspeitas de que pelo Banco do Vaticano passa lavagem de dinheiro. Exige-se, pois, uma gestão eficaz e transparente. Jesus foi contundente: “Não podeis servir a Deus e a Mamôn” (o Dinheiro divinizado).
4. Tem de continuar a mão inflexível da tolerância zero no que se refere à pedofilia.
5. É uma pergunta enorme, a de um biblista belga, que me disse um dia em Bruxelas: como é que o movimento iniciado por Jesus desembocou numa instituição com um Papa chefe de Estado?
Evidentemente, onde há homens e mulheres – e os católicos são 1200 milhões – tem de haver um mínimo de instituição. O que ela não pode é ter o primado, pois este pertence às pessoas e aos seus problemas. O Papa é uma figura de influência mundial e, uma vez que, por razões que a História explica, a Santa Sé e o Vaticano existem, exige-se que estejam, através das suas redes diplomáticas, ao serviço da paz, dos direitos humanos e do diálogo entre as nações.
6. Sem se negar, a Igreja tem de modernizar-se e, sendo verdadeiramente global, tem de estar aberta ao pluralismo. Esta abertura implicará também o acesso da mulher aos ministérios ordenados, o fim da lei do celibato, a reconciliação com a sexualidade e a revisão de questões como a pílula e o preservativo, a possibilidade da ordenação de homens casados, a comunhão para os divorciados recasados.
7. A continuação do diálogo ecuménico intracristão e inter-religioso e intercultural é um desafio irrenunciável, bem como o contributo para o debate nas questões de bioética.
* Pe. Anselmo Borges – missionário da Boa Nova, professor de Filosofia na Universidade de Coimbra, escritor.
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3097695&seccao=anselmo&page=1

sábado, 9 de março de 2013

Província Brasil Centro-Sul

Encontro com os irmãos assessores do MChFM

06/03/2013: Brasil

Dia 28 de fevereiro de 2013 na casa nova CMMC, aconteceu o encontro com os irmãos assessores do Movimento Champagnat da Família Marista, organizado pelo Setor de Vida Consagrada e Laicato e Equipe Provincial do Movimento. Estiveram presentes dezessete Irmãos, das vinte e três fraternidades existentes na Província e cinco leigas e leigos.
Através da troca de experiências e depoimentos, clarificamos o papel do Irmão Assessor. Ser um Irmão Assessor do MChFM é ser presença discreta, testemunhal e ativa de Champagnat, junto aos membros da Fraternidade.
Pela manhã e pela tarde, juntos rezamos, dialogamos, partilhamos a vida e construímos o jeito de atuar do Irmão assessor na Fraternidade, em vista do crescimento da vida cristã, do fraterno, da fraterna, a partir do sonho de Marcelino Champagnat.
O evento trouxe, para Irmãos e Leigos, grande satisfação. Sentimos que mentes e corações conectados começam a clarificar o sentido da existência do MChFM e o sentido da vida, onde Irmãos e Leigos caminham “unidos num só coração e numa só alma”.
__________
Dércio Angelo Berti
Coordenador Provincial do MChFM

SÃO PEDRO, O PRIMEIRO PAPA?

Não é raro ver, nos noticiários da TV acerca do conclave a ser realizado em Roma nestes dias, a imagem de São Pedro como primeiro papa, sentado num trono e com a mitra ou a tiara na cabeça.
Mas o(a) católico(a), já bastante desconfiado(a) diante do que se mostra na TV, se pergunta: será que essas imagens correspondem à história? Dou aqui algumas informações históricas que podem ajudar a ter clareza sobre esse ponto.

1.É claro que Pedro se destaca entre os apóstolos. No evangelho de Mateus (16, 16-19), Jesus tem palavras particularmente elogiosas para ele. Pedro tinha dito: ‘Jesus, você é o ungido de Deus. Você não fala na ira de Deus nem na condenação, como muitos profetas, mas cuida das pessoas e lhes transmite sempre uma mensagem positiva. Tudo que você faz e diz é direcionado para o bem das pessoas’. E Jesus: ‘Pedro, você é como uma pedra, tão segura é sua palavra. Se todos entendessem o que você diz aqui, minha igreja estaria bem segura, como se fosse construída sobre uma rocha. Você, Pedro, capta minhas intenções’.
2. Na época se praticava muita cura de doença na Palestina. Os chamados exorcistas andavam pelos vilarejos a curar e consolar os doentes. O povo acreditava que eles expulsavam os demônios, que seriam os causadores de todos os males. Mas a maioria desses exorcistas eram charlatães que se aproveitavam das misérias humanas para se exibir e extorquir dinheiro. O evangelho de Marcos mostra Jesus como um exorcista diferente, sensível diante das misérias humanas e muito cuidadoso com as pessoas. Daí seu imenso sucesso, em toda a Galileia e mesmo além. Ele curou muita gente e teve muitos seguidores (apóstolos), por sua vez enviados para curar, expulsar demônios e consolar.
3. E assim Pedro, seguindo às orientações de Jesus, se tornou igualmente um grande exorcista. Os Atos dos Apóstolos relatam que,depois da morte de seu mestre, ele foi um dos exorcistas mais requisitados da Palestina. Por onde passava, ‘os doentes se alinhavam nas praças para que pelo menos sua sombra passasse por eles’(At 5, 15-16). Pedro parece um novo Jesus, como se pode verificar comparando o texto aqui citado dos Atos dos Apóstolos com o capítulo 6 do evangelho de Marcos (vv. 55-56). Aparecem as mesmas palavras: vilarejo, maca, praça, etc. O autor dos Atos quer mostrar que Pedro continua a tarefa de Jesus. Muitos outros textos mencionam Pedro como exorcista ‘em nome de Jesus’, como a segunda carta de Pedro (escrita por um discípulo do apóstolo), o Apocalipse de Pedro e os Atos de Pedro, sendo os dois últimos textos apócrifos. Autores importantes dos séculos II e III como Justino, Ireneu e Tertuliano também mencionam Pedro, mas sempre na qualidade de exorcista, nunca de papa.
4. Mesmo o historiador Eusébio de Cesareia, um dos ideólogos do imperador Constantino (século IV), não vê em Pedro um papa, mas um exorcista. Você mesmo pode verificar isso no Google (Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, 2, 14, 6) ou consultando o volume 15 da ‘Patrística’ (Editora Paulus, 2000), na página 91. Aí Eusébio escreve que Pedro viajou a Roma, não para assumir o ministério papal, mas para combater o exorcista Simão, um samaritano, que fazia falsos milagres e causava muito mal. Na mesma ‘História Eclesiástica’, um pouco adiante (2, 25, 4-5) você pode ler que Tertuliano, um autor do início do século III, escreve que há muita gente indo a Roma par venerar os túmulos de Pedro e Paulo. As pessoas não iam para ver o papa, mas para visitar os lugares onde, segundo a tradição, os dois principais apóstolos teriam sido martirizados.
5. Pedro não é o único exorcista da escola de Jesus que teve sucesso. A história nos conserva alguns outros nomes: os sete filhos do sumo sacerdote Ceva (At 19, 13-15), Jacó de Quifas Secania (que curou um rabino em nome de Jesus), Eleazar e finalmente o exorcista anônimo em Mc 9, 38. Quando os apóstolos reclamam a Jesus que há outros exorcistas atuando em seu nome, ele tem uma reação inesperada: ‘deixem que eles também trabalhem. Quem não é contra nós, trabalha em nosso favor’(Mc 9, 38-40). A ideia de Jesus deve ter sido a seguinte: quanto mais pessoas se empenham em cuidar da saúde das pessoas, tanto melhor.
6. Em toda essa história não aparece nenhum sinal de papa. Segundo os documentos, o primeiro bispo do Ocidente a ser chamado ‘papa’ foi Cipriano, bispo de Cartago entre 248 e 258, enquanto o primeiro bispo de Roma a receber oficialmente o nome ‘papa’ foi João I, no século VI. Disso tudo pode se deduzir que as origens do cristianismo são bem diferentes do que existe hoje. Os modelos passam, o evangelho fica.
08 de março de 2013.
Fonte: Enviado por email pelo autor.
Blogspot: http://eduardohoornaert.blogspot.com.br/
Eduardo Hoornaert,
Padre casado, belga, com mais de 5O anos de Brasil, historiador
e teólogo, mais de 20 livros publicados. Mora em Salvador.
Dedica-se agora ao estudo das origens do cristianismo

“Conclave não é convenção política” afirma cardeal Dom Odilo

Entre uma congregação e outra os cardeais brasileiros se reuniram com cerca de 100 sacerdotes que estudam em Roma, no Colégio Pio Brasileiro. Dom Odilo Pedro Sherer, dom João Braz de Aviz, don Raymundo Damasceno e dom Geraldo Majela Agnelo partilharam sobre este tempo na história da Igreja e responderam às perguntas dos presentes tocando em temas considerados polêmicos.

As informações do encontro são do padre e jornalista Tiago Silva, publicadas originalmente no blog Ecclesia em Foco.

Para dom Damasceno a renúncia pegou-o de surpresa: “Assim que soube liguei para o núncio (representante do Papa no Brasil) para saber se a informação procedia, mas nem mesmo ele estava ciente da renúncia”. Segundo o bispo de Aparecida, quem melhor acolheu a notícia foram as pessoas simples: “Ele está velhinho. Deve mesmo descansar”.

2Dom Odilo disse aos sacerdotes que poderiam vivenciar o momento de dois modos: “de longe, apenas como espectadores, ou de dentro, como protagonistas por meio da oração”. “Onde nos situamos?” foi a pergunta deixada no ar pelo cardeal. Segundo o arcebispo de São Paulo, os católicos vivenciam um momento histórico sem precedentes, “uma oportunidade privilegiada dentro da celebração dos 50 anos do Concilio Vaticano II e do Ano da Fé. Será que Deus não está querendo dizer alguma coisa para nós?”. Para o purpurado, os católicos deveriam meditar sobre a própria profissão de fé: “Creio na Igreja de Jesus Cristo. Uma agitada no barco pode ajudar-nos a confirmar nossa fé em Jesus e na Igreja”.

Ao final, dom João, prefeito para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, abordou alguns aspectos da crise que os consagrados vivenciam. Segundo o arcebispo-emérito de Brasilia, “a principal dificuldade hoje da vida consagrada é o distanciamento entre a fé professada e a visibilidade do testemunho dado pelos religiosos”. “Hoje, fala-se muito em reforma, mas a principal reforma é reaprender a capacidade de transformar a experiência pessoal com Jesus em testemunho de vida”. Para o purpurado, “os esquemas do individualismo, dos prazeres e das vaidades entraram na Igreja, enquanto que a fraternidade e o amor parecem ter perdido seu espaço privilegiado, principalmente nos testemunhos”.

1

Respondendo as perguntas dos sacerdotes estudantes, os cardeais afrontaram alguns temas dito “polêmicos”:

Desafios: Quais os principais desafios que o próximo Papa deve enfrentar? Segundo dom Odilo “esta pergunta já tornou-se por demais retórica, pois já sabemos quais são os desafios da Igreja neste momento”. Recordando o último Sínodo dos Bispos (2012) sobre a Nova Evangelização, o cardeal enfatizou que o primeiro e grande desafio é a evangelização. Para ele a sociedade e, muitos da Igreja, são condicionados pelas notícias do cotidiano e “infelizmente esquecem muito rápido o que a Igreja vem realizando, prestando atenção somente nos por menores que, por vezes, nem se quer existem”. Para o arcebispo de São Paulo, o próximo Papa não será a solução dos problemas da Igreja, “mas aquele que vai impulsionar toda a Igreja como uma locomotiva”. “Todos os católicos são responsáveis” frisou o purpurado.

Vatileaks: Qual a influência do Vatileaks para a escolha do próximo Papa? Segundo don Raymundo, os cardeais foram informados que nenhum cardeal está envolvido no caso. Sendo assim, o Vatileaks não exercerá nenhuma influência sobre a escolha do novo Papa. Referindo-se a impressa, dom Odilo afirma estar tentando influenciar o conclave. “Sabe-se que os jornalistas devem comunicar, enviar informações para os veículos de informação, mas não devem abordar o conclave como uma reunião política, em que diversos partidos discutem entre si e um deve sair vitorioso“.

Cardeais brasileiros.
Cardeais brasileiros.

Cúria Romana: Como reagiram os “curiais” e quais as repercussões da renúncia do Papa? Segundo don João, todos foram pegos de surpresa. “Eu estava presente no dia. Após um discurso de mais de 30 minutos de um cardeal, o Papa inicia a ler um documento em latim com o mesmo tom de voz, como se tudo estive normal. De repete, ouço a palavra renúncia. Viro-me e pergunto à outro cardeal: ‘Ele está renunciando?’ E outro responde-me atônito: ‘Sim, está!’. Segundo o cardeal, todos ficaram surpresos, mas o sentimento que pairava era daqueles que “haviam perdido um pai“.
Conclave: Como será o próximo conclave? Segundo dom Odilo, tudo procederá como orienta o documento Universi Dominci Gregis, sobre a eleição do Romano Pontífice. “Não se deve esperar um convenção política, mas homens que, pela oração e ação do Espírito Santo, votarão naquele que, em consciência, acreditarem ser a pessoa mais idônea para conduzir a Igreja”. Brincando concluiu: “O Espirito Santo não enviará um SMS para avisar em quem se deve votar. Tudo ocorrerá por mediações humanas”.
FONTE: JORNAL O POVO - 09/03/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

ALÉM DAS IDEIAS - HISTÓRIAS DE VIDA DE DOM HÉLDER CÂMARA - UM GRANDE SUCESSO

Prezados irmãos,
Tenho a grata satisfação de informar aos amigos que o livro "Além das Ideias - Histórias de vida de Dom Hélder Camara", em pouco menos de três meses, já esgotou a primeira tiragem. A CEPE - Companhia Editora de Pernambuco - já providenciou uma primeira reimpressão.

O livro, agora, também encontra-se à venda na Livraria Paulus, aqui no Recife. Não sei se está em outras lojas da Paulus no Brasil.

Quem desejar adquirir o livro pode fazer o pedido através do e-mail: fgbfilho@gmail.com

O preço, já com o frete incluído, é de R$ 25,00 (vinte e cinco reais).

Um abraço fraterno,

Félix Filho - MFPC - Recife - Pe


ENTENDA A NOTÍCIA: Publicada pelo Jornal Gazeta do Oeste
"A Companhia Editora de Pernambuco (CEPE) lançou, recentemente, no Recife, o livro Além das Ideias – Histórias de vida de Dom Hélder, do jornalista Félix Filho..
Editado em parceria com o Instituto Dom Hélder Câmara, o livro apresenta o ex-arcebispo de Olinda e Recife de forma inovadora, através de pequenas histórias, no cotidiano de sua vida, nos relacionamentos com as pessoas, em gestos simples que encantam e relevam sabedoria, bom humor, simplicidade e fé.

O jornalista Félix Filho nos leva a conhecer Dom Hélder na intimidade, revelando histórias só conhecidas dos amigos mais chegados. A originalidade da publicação é apresentar Dom Hélder para além das suas ideias. “É como reencontrá-lo a andar a pé nas ruas ou sentar-se ao seu lado na salinha da Igreja das Fronteiras”, explica Félix, que conviveu com o arcebispo como padre na Arquidiocese de Olinda e Recife.

O autor reuniu diversas histórias que estavam guardadas na memória das pessoas que conviveram diretamente com Dom Hélder, ou mesmo espalhadas em livros publicados. “Meu compromisso foi o de pesquisar e escrever pequenas histórias que retratam como Dom Hélder vivia e agia. Fatos simples, corriqueiros, mas reveladores de uma personalidade impactante, de uma fé inabalável e, acima de tudo, de serviço ao povo de Deus e amor aos pobres. Um São Francisco do nosso tempo”, afirma.

No prefácio, Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, bispo da Diocese Anglicana do Recife (DAR) e biblista renomado, ressalta a forma como foi escrito o livro: “Do jeito típico de a Bíblia fazer, contar histórias. Nas Santas Escrituras, história é “torah”, isto é, instrução e lei para viver”.

“Félix nos dá a oportunidade de conhecer Dom Hélder para além das ideias, em seus comportamentos, nas relações com pessoas, em gestos que encantam ao brotarem espontâneos no dia a dia. É aí que o homem verdadeiramente se revela na verdade sem cálculos, no despojamento e na simplicidade de cenários que não são criados para o público. Ele nos introduz na intimidade de Dom Hélder e assim, de certo modo, nos dá de presente sentir-nos também nós íntimos dele”, escreveu na apresentação do livro o bispo anglicano.

O AUTOR
O jornalista Félix Filho conheceu bem de perto Dom Hélder. Foi ordenado padre por ele na Arquidiocese de Olinda e Recife, sendo designado para atuar na Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho. Trabalhou também no setor de comunicação social da Regional Nordeste II da CNBB. Atualmente é casado, pai de dois filhos, e já ocupou o cargo de presidente nacional da Associação Rumos/Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados, entidade que reúne os mais de cinco mil padres católicos casados do Brasil. Hoje exerce o ministério sacerdotal na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, na Diocese Anglicana do Recife (DAR), onde é membro do Conselho Diocesano.

Como jornalista profissional foi repórter do Diário de Pernambuco e das sucursais do Jornal do Brasil e Estado de São Paulo. Trabalhou também na TV Manchete e na TV Globo Recife, onde atuou por 15 anos como chefe de reportagem e editor-chefe do telejornal Bom-Dia Pernambuco. Atualmente é gerente na Secretaria de Imprensa do Governo do Estado de Pernambuco."

ALÉM DAS IDEIAS - HISTÓRIAS DE VIDA DE DOM HÉLDER CÂMARA
FONTE: http://www.gazetadooeste.com.br/noticias-livro-revela-dom-helder-camara-783

Nota da CNBB pelo Dia Internacional da Mulher

presidencia.4No final da reunião do Conselho Permanente da CNBB, nesta tarde de 7 de março, os bispos divulgaram uma Nota Oficial da Conferência, assinada pela Presidência, na qual saudam e agradecem as mulheres em sua data mundial.

Veja a Nota:

NOTA DA CNBB PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, de 05 a 07 de março, queremos homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Neste dia, em particular, “a Igreja agradece todas as manifestações do ‘gênio’ feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade agradece todos os frutos de santidade feminina” (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31)

Saudamos e agradecemos, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhecemos que “face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos” e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).

Ao mesmo tempo, lamentamos que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam por causa da diferença para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.

Alegra a todos nós e à sociedade constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, econômica, cultural e religiosa da sociedade brasileira.

Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos, pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.

Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança pelos caminhos que conduzem à justiça e à paz.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país.

Brasília-DF, 07 de março de 2013

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís do Maranhão

Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi

Bispo de Ponta Grossa – PR

Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

quinta-feira, 7 de março de 2013

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!! PARABÉNS MULHERES!!!


   A Fraternidade Nossa Senhora da Assunção parabeniza todas as mulheres pelo seu Dia Internacional, em especial as nossas companheiras:

  1. MARIA DAS GRAÇAS MICHILES
  2. ROSA SILVÉRIO PORTO DE ANDRADE
  3. FRANCISCA FRANCINETE DE OLIVEIRA
  4. MADGE AMORIM SCHAUMANN
  5. SEBASTIANA PINA
  6. FÁTIMA (Esposa do fraterno Flamarion)
  7. GLICIA (Esposa do fraterno João José).

8 de março, um dia para comemorarmos as grandes guerreiras do amor, são tantas lutas e conquistas que não poderia passar em branco. Com certeza as mulheres são merecedoras do carinho, reconhecimento e gratidão, não apenas nesta data, mas em todos os dias do ano.
 

 
História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.