quarta-feira, 20 de março de 2013

CHANGE: faça a diferença!

Comissão Organizadora do EIJM 2013 | CHANGE se reúne no Rio de Janeiro

15/03/2013: Brasil
Nos dias 25 e 26 de fevereiro, a Comissão Organizadora do Encontro Internacional de Jovens Maristas (EIJM) se reuniu na Comunidade Marista da Tijuca, no Colégio Marista São José – Tijuca, unidade educacional que receberá os participantes do EIJM 2013 | CHANGE.
A reunião teve como objetivo apresentar os novos integrantes da Comissão; adequar o novo cronograma de trabalho; definir as estratégias de comunicação; organizar o processo de inscrições; definir as peças de ambientação; concluir a programação com as equipes de Liturgia, Saberes, Bem-estar, Cultural, Secretaria, Comunicação e Marketing; definir a oficina e o estande da UNICEF; partilhar o processo de formação dos voluntários e também o andamento do concurso cultural para a escolha da música-tema do Encontro. As equipes partilharam os encaminhamentos já realizados e os próximos passos de seus planejamentos.
A visita a algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) também fez parte da pauta da reunião e, durante uma manhã, a Comissão se dividiu em grupos para conhecê-las e convidá-las para partilharem suas experiências com os estudantes maristas que estarão no EIJM em julho.
A Comissão Organizadora mais uma vez reforçou a ampla participação e protagonismo dos jovens nos painéis, oficinas e apresentações culturais, tendo como ponto de destaque a interação entre as diversas culturas e nações que se farão presentes.
De acordo com o Documento Evangelizadores entre os Jovens, nº 54: “Nosso carisma exige que estejamos atentos aos apelos de nosso tempo, às aspirações e preocupações das pessoas, especialmente dos jovens. Acolhemos os jovens com satisfação e juntos, vivendo a fraternidade marista, nos transformamos em semeadores de esperança. O desejo de estar com os jovens em suas próprias situações nos impele a criar novas formas de educação e evangelização”. (...)
Que este Encontro ajude a transformar ainda mais os corações dos jovens, tornando o sonho de Champagnat real e possível para todos.

Bem-vindo, irmão Francisco

Obrigado por abraçar o sonho de uma Igreja mais evangélica

16/03/2013: Casa Geral
Santo Inácio de Loyola fundou a Companhia de Jesus para servir à missão da Igreja com a disponibilidade e a liberdade próprias da vida religiosa. Por isso mesmo, queria que os jesuítas não aspirassem a cargos episcopais nem os aceitassem, a menos que o Papa ordenasse o contrário. Parece, portanto, uma contradição que justamente um filho espiritual de Inácio de Loyola tenha sido chamado a exercer a liderança global da Igreja católica.
Deve parecer também uma contradição que o novo Papa tenha escolhido o nome de Francisco, aquele homem que desejava transformar a Igreja de seu tempo a partir da base e não, certamente, a partir de uma posição hierárquica.
Que leitura podemos fazer, então, do fato de que tenha sido eleito como Papa um jesuíta e que tenha recebido o nome de Francisco?
Em primeiro lugar, parece-me resultado do reconhecimento implícito da atualidade e da possível força renovadora da vida religiosa. Neste momento em que alguns anunciam, até mesmo publicamente, as exéquias das formas tradicionais de vida religiosa, Bento XVI nos alertava, uns poucos dias antes de renunciar, a não prestar atenção a esses profetas de catástrofes, tendo os cardeais eleitores escolhido como sucessor um jesuíta e que assume o nome do fundador de outra ordem religiosa.
Em segundo lugar, diante da possível interpretação de que a hierarquia eclesiástica pretende domesticar a vida religiosa por assimilação, o nome de Francisco, por si só, representa uma mensagem clara do modelo de Igreja e de vida religiosa que o novo Papa tem em mente e do tipo de liberdade que deseja para si.  Francisco, religioso não sacerdote, chamado a reconstruir a Igreja a partir da vivência de um Evangelho “sem comentários”. Pobreza, simplicidade, profecia da fraternidade universal. Missão sem fronteiras e diálogo inter-religioso. Amor pelo senhor Jesus Cristo e apaixonado pela humanidade.
Bem-vindo, irmão Francisco.  Obrigado por abraçar o sonho de uma Igreja mais evangélica, impregnando de sonho muitas pessoas que acalentam o mesmo desejo em seus corações. Conte conosco, seus irmãos de vida religiosa, para enfrentar os imensos desafios deste século XXI, com nossa vocação específica no seio do povo de Deus. O seu compromisso nos estimula a ser a cada vez mais coerentes com o apelo de nos convertermos em místicos e profetas.
Ir. Emili Turú

O filho de Franciscos



Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Adital


Temos novo papa com o nome de dois Francisco: o de Assis (1182-1226) e o Xavier (1506-1552), este jesuíta como ele. Papa que, ao se apresentar ao mundo, da sacada do Vaticano, dispensou as vestes pontificais e pediu aos fiéis que rezassem por ele.
É significativo que dom Cláudio Hummes, cardeal brasileiro, tenha aparecido ao seu lado no momento em que se apresentou. Agora sabemos que foi um convite do próprio eleito. Dom Cláudio se sentou ao lado do cardeal Bergoglio durante o conclave. E foi o principal articulador de sua eleição. Não me surpreendeu saber que o nome de Francisco foi sugerido pelo ex-bispo do ABC paulista, pois dom Cláudio é franciscano e, no início da década de 1980, defendeu os metalúrgicos em greve liderados por Lula.
O nome de um papa revela um programa. No caso de Francisco, vários fatores são relevantes. São Francisco de Assis é o santo que, filho de Bernardone, pioneiro do capitalismo, criticou o novo sistema produtivo que gerava miséria. Até então a pobreza na Europa Ocidental decorria de guerras e pestes. Todos tinham ao menos uma gleba de terra para cultivar seus alimentos e criar uns poucos animais que garantissem seu sustento.
Graças à sua manufatura, Bernardone levou à falência inúmeros artesãos que produziam tecidos. As tinturas eram importadas da França. Tamanha a sua admiração pela nação que exercia hegemonia sobre a Europa Ocidental que batizou o filho com o nome de Francesco – aquele que vem da França.
Ao despir-se na praça de Assis, Francisco rejeitou o processo produtivo inaugurado por seu pai e fez opção pelas vítimas, os pobres. São Francisco é também o padroeiro da ecologia, amigo dos animais e enamorado do Sol e da Lua, aos quais dedicou cânticos.
Ao entrar na capelinha de São Damião, em Assis, o jovem Francisco escutou Jesus pedir-lhe que reconstruísse a igreja. Com seus amigos, Francisco se dispôs a restaurar a igreja da Porciúncula (hoje dentro da catedral de Assis) que estava em ruínas. Até que se deu conta de que a voz divina lhe fazia um apelo mais abrangente: tratava-se de reformar a Igreja Católica, o que o levou a fundar a Ordem dos Franciscanos.
Bergoglio é jesuíta. E nos primórdios dessa Ordem religiosa se destaca São Francisco Xavier, que evangelizou indianos e japoneses. Com certeza o novo papa, ao adotar o nome de Francisco, pensou no que significam para a Igreja os exemplos dos dois Franciscos.
A notícia de que Bergoglio, quando padre e bispo, teria sido cúmplice da ditadura argentina (1976-1983) não procede, segundo afirmação de Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, em quem confio. Bem comparando, Bergoglio não teve uma atuação profética como tiveram, sob a ditadura no Brasil, dom Paulo Evaristo Arns, dom Helder Camara e dom Pedro Casaldáliga. Esteve mais próximo da atuação de dom Eugenio Sales, que preferiu agir nos bastidores em defesa dos perseguidos.
Um detalhe merece atenção. Karol Woityla, cardeal da Polônia, foi eleito papa no momento em que a Guerra Fria esquentava e Reagan desempenhava forte ofensiva ao socialismo no Leste Europeu. O pontificado de João Paulo II foi marcado pela queda do Muro de Berlim.
Nessa atual conjuntura em que governos populares e progressistas se disseminam pela América do Sul – Kirchner, Maduro, Dilma, Mujica, Morales, Correa – e Raúl Castro, de Cuba, preside a CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), verá a Casa Branca no novo papa um aliado para recuperar sua hegemonia sobre o Sul de nosso Continente?
[Frei Betto é escritor, autor do romance "Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.http://www.freibetto.org/ - twitter: @freibetto.
Copyright 2013 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Se desejar, faça uma assinatura de todos os artigos do escritor. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].

Mensagem de 19 de Março / 2013 - FESTA DE SÃO JOSÉ

Queridos irmãos e irmãs do MChFM,
             
Terça-feira foi a festa de São José, aquele que é o padroeiro da Igreja, protetor de todas as famílias e modelo dos operários. É a luz da família, das vocações. É também o Patrono do Instituto Marista, portanto também estamos em festa. Enquanto membros do MChFM,  que estimulamos a vida em família,  entendemos que São José está sempre ao lado de Maria e de Jesus e, certamente, de outras pessoas que vivem em família.  
            Hoje, nós temos uma linda missão a cumprir, e São José caminha conosco nesta missão, porque ele é o verdadeiro missionário que soube amar, abraçar e viver com muito amor sua linda missão de ser o pai de Jesus. E hoje nós temos a alegria de homenagear esse santo que também é pai de cada um de nós que procuramos  compreender a fortaleza e o exemplo que São José deu e foi para o mundo.
         Sabemos que o Padre Champagnat, ao escolher São José como patrono dos irmãozinhos de Maria, pensava também na proteção que suas jovens comunidades necessitavam. “Em circular a todos os Irmãos, em janeiro de 1838, ele recorda o lugar de São José na vida do Instituto Marista:
Meus caríssimos Irmãos,
Experimento grande satisfação em derramar em seus corações a afeição de que está repleto o meu (...) Quanta coisa temos recebido na sociedade de Maria! Sem perder de vista o passado, vejamos se já não recebemos o cêntuplo que nos é prometido. Portanto, de que sentimentos de gratidão deveremos nós andar repassados! Quem poderia depois de Maria expressar melhor tudo o que estamos sentindo? Não é o grande São José, aquele homem seráfico/!”( UMBRASIL/ Comissão de Espiritualidade e Patrimônio Marista-Celebração em honra a São José)

                      Que São José seja o guardião do Movimento Champagnat da Família Marista e das comunidades dos Irmãos Maristas!
           
                              Equipe de Coordenação do MChFM-PMBCN

sábado, 16 de março de 2013

Conselho Geral encontra a Administração Geral


De 28 de janeiro até 1 de março, o Conselho Geral, em Roma, realizou a habitual sessão plenária de início de ano. Como sempre acontece, terminada a sessão, os Irmãos e leigos que trabalham na Casa Geral foram convidados para um encontro com o Conselho, que aconteceu no dia 7 de março de 2013.
O encontro foi dividido em duas partes. Na primeira, o Ir. Antonio Ramalho apresentou os tópicos que o Conselho tratou durante o mês em que esteve reunido: proteção das crianças, beatificação dos mártires da Espanha, nomeações, assembleia internacional da missão marista, curso para formadores em Manziana e Escorial, projeto sobre as Constituições, novos modelos de animação e gestão, lugares maristas, administração e finanças, comunicações, casa geral, conselho ampliado da Oceania, reflexão sobre a pertença dos leigos ao Instituto, acompanhamento das Províncias, encontro com os diferentes Secretariados e calendário do Conselho.
A segunda parte foi coordenada pelo Ir. Emili Turú, Superior Geral, e teve como objetivo inaugurar um processo de debate sobre a celebração do bicentenário do Instituto, que será celebrado em 2017. O Conselho Geral quis recolher algumas ideias sobre esse evento importante. O Irmão Emili convidou os participantes a refletir sobre três tópicos: qual a finalidade de tal celebração, critérios que precisam ser considerados e o que fazer. Divididos em 4 grupos, cada um pôde exprimir a própria opinião. Em seguida, em plenária, as reflexões foram partilhadas e recolhidas pelo Conselho Geral.
A próxima reunião plenária do Conselho Geral acontecerá em junho próximo.

Nossa Marca

A marca de uma instituição representa a síntese de seus valores e potencialidades, ela é o signo que remete ao seu posicionamento perante a sociedade.
A marca marista representa nossa missão, carisma e trabalho. Ela é composta por um “A” e um “M” que se entrecruzam e lembram as iniciais da expressão “Ave Maria”.
O Instituto Marista fundado sob a inspiração materna de Maria a mãe de Jesus, leva em sua essência o lema: “ Tudo a Jesus por Maria e tudo a Maria para Jesus”.
As doze estrelas que compõem a logomarca fazem referência às “pequenas virtudes”, tradição que integra o patrimônio espiritual deixado por Marcelino Champagnat. As pequenas virtudes, no vocabulário de nosso tempo, são as seguintes: compreensão, discrição, compaixão, paciência, polidez, solicitude, afabilidade, flexibilidade, poder-serviço, solidariedade, caráter e alegria.

Lumen Gentium em reflexão no Ciclo de Debates Utopias do Vaticano II

A Constituição Dogmática Lumen Gentium, documento conciliar que explicita a concepção contemporânea da Igreja norteou as reflexões promovidas durante o segundo encontro do Ciclo de Debates: Utopias do Vaticano II: Que sociedade queremos? Diálogos, realizado no último sábado (09/03), no Colégio Marista de Brasília (Maristão), em Brasília (DF). Participaram do encontro religiosos, religiosas, leigas e leigos, padres, além de representantes e parceiros do evento. Para o debate, foram convidados os assessores Padre Antônio José de Almeida, da PUC Paraná, e o Irmão Francisco das Chagas Costa, da Província Marista Brasil Centro-Norte, ambos na condição de palestrantes.

No encontro, três temas conduziram os diálogos: Concepção Igreja Povo de Deus, Cenários Eclesiais e Mariologia. O objetivo foi debater o modelo de igreja do Vaticano II (Igreja Povo de Deus), suas origens, fundamentação bíblica e suas implicações no contexto do Concílio. Além disso, buscar fontes sobre a nova Mariologia e refletir sobre o “rosto mariano de igreja”.
A primeira palestra foi conduzida pelo Pe. Antônio José de Almeida que trouxe uma visão histórica sobre a Constituição Dogmática, desde seu esquema inicial até chegar ao texto final do Concílio Vaticano II. “O esquema tratava apenas de hierarquia, sem dar espaço à noção de que toda Igreja, em sua totalidade, é povo de Deus. No desfecho da obra, o esquema foi tirado de discussão porque não representava o que a Igreja precisava no século XX”, explicou ao relembrar que com a morte do João XXIII, o Papa que convocou o Concílio, esse esquema foi abandonado e começou a ser discutido um novo, chamado “Belga” ou “Philips”.
Na sequência, ele contextualizou esse novo momento histórico do Vaticano II, assumido pelo Papa Paulo VI, que substituiu o Papa João XXIII. O Esquema “Belga” ou “Philips” era mais simples do que o anterior e dividido em quatro capítulos com temas ligados aos mistérios da Igreja, a estrutura hierárquica de Igreja, o povo de Deus e a santidade da Igreja. Após esses dois períodos, o Concílio passou por um terceiro momento, conduzido por um grupo favorável à renovação da Igreja. De acordo com Padre Antônio, o Concílio não pretendia mudar a doutrina da Igreja, mas apresentar a doutrina de maneira que fizesse sentido para a sociedade contemporânea. “Comunicar o evangelho de sempre na linguagem de hoje, de maneira significativa para a vida humana”, destacou.
A segunda palestra foi ministrada pelo Irmão Marista Francisco das Chagas Costa, que contextualizou a importância da Mariologia citada na Lumen Gentium, que em seu primeiro capítulo mostra como a Igreja deve contemplar a pessoa de Maria. “Os capítulos sobre a constituição hierárquica da Igreja dizem que não existe Igreja sem Maria. A essência do documento é mostrar o amor e o carisma dela no ensinar a amar, no ser solidário e no cuidar, como ela ensinou”, citou.
Irmão Chagas também pontuou o que representa para o Povo de Deus a Igreja carregar um rosto mariano. “Diz no Vaticano II que Maria não abandona os seus filhos que continuam peregrinando nesta terra. Nossa Igreja está enferma de amor, o Povo de Deus não é um pequenino grupo de católicos, o Povo de Deus é o mundo inteiro. Por isso, temos que carregar a figura da mulher Maria, aquela que não desiste nunca. Não existe Igreja sem Maria”, lembrou.
No final das apresentações, todos os presentes participaram de três blocos de perguntas e respostas, em que foi possível discutir os temas das palestras. O próximo Ciclo de Debates acontecerá no dia 20 de abril, no Colégio Maristão, que abordará o tema “Relação da Igreja no Mundo Contemporâneo”, com a participação de Fernando Altemeyer, da PUC de São Paulo, e Dom Leornado Steiner, Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Os concílios são reuniões da Igreja que acontecem de tempos em tempos para redefinir os rumos da instituição. O Concílio Ecumênico Vaticano II é ainda uma obra em aberto e a União Marista do Brasil (UMBRASIL) realizará o Ciclo de Debates em nove encontros ao longo do ano de 2013 para debater, junto aos organismos eclesiais, a ação missionária da Igreja no Brasil e no mundo. Os encontros pretendem estimular os participantes a serem multiplicadores das reflexões em suas frentes de atuação, contribuindo para a sociedade que queremos.
O evento é uma realização da UMBRASIL em parceria com CNBB, CRB Nacional, Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), CONIC, Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil Regional Brasília/DF, Universidade Católica de Brasília, Editora Paulinas.
Saiba mais: www.umbrasil.org.br/dialogosconcilio/

Um novo papa, e agora?

Irmão EVILÁZIO TEIXEIRA*
Habemus papam, e agora? Mais que falar sobre Jorge Mario Bergoglio, importante é falar da Igreja. O que se espera dessa instituição milenar que marcou significativamente a história do Ocidente ao longo destes 2 mil anos? A Igreja é mais que uma organização social, não é simplesmente uma organização para atuar num programa religioso. A Igreja é também uma questão de fé.
Primeiramente espera-se que a Igreja seja uma "perita em humanidade"; que realmente envolva-se com os problemas reais dos humanos, peregrinos neste mundo, que ajude a construir no planeta um novo paradigma civilizatório: baseado no diálogo, na solidariedade, na justiça, no respeito às diferenças. Uma Igreja menos "dona da verdade". Uma Igreja simples, que mostre e testemunhe o rosto de um Deus amor, e que na centralidade do seguimento de Jesus de Nazaré, revele sua paixão pela vida e por tudo que é humano. Nesse contexto de Igreja, existem algumas aplicações bem concretas que expressam o verdadeiro sentido da mesma: a Igreja, para chegar à plenitude, precisa apresentar ao homem contemporâneo fragmentado e carente a figura da mãe acolhedora e cuidadora, e que espelhe Cristo; deve ter um cuidado para não ser um fim em si mesma. Uma Igreja menos "clerical" e mais "eclesial". Igreja, povo de Deus a caminho. Por meio de sua instituição e organização, sendo humana e divina, santa e pecadora, que realmente dialogue com os "leigos".
Entre os leigos mora uma porção do Reino de Deus que somente eles irão construir e viver. O Reino não acontece nas sacristias antigas ou modernas, mas na vida e nas relações concretas que estabelecemos.
Isso implica que aceitemos os leigos como parceiros e companheiros de marcha, não mais como objetos da evangelização, mas como sujeitos dela. Implica, sobretudo, que ajudemos os leigos a serem agentes do sagrado no mundo. Bem-vindo Santidade!
* Vice-reitor da PUCRS

Uma boa surpresa


Em sua
primeira fala, há
um tratamento
no pronome
"nós" que tem
grande significado
para este tempo
de participação
LUIZ CARLOS SUSIN*
Um nome quase inesperado, uma figura modesta e simpática, a surpresa do pedido para que o povo o abençoasse: o novo papa, Francisco, começa um novo capítulo da história do governo da Igreja Católica.
Quais são os primeiros sinais? Seu nome: junta nele o Francisco de Assis, aquele que andava de sandálias conversando com o lobo e os passarinhos, e o de Francisco Xavier, companheiro de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus _ os jesuítas _, que dedicou sua vida à evangelização da Ásia, da Índia ao Japão, passando pela China, onde morreu. Este é um primeiro sinal, uma indicação nominal de seu modo de ser e de sua missão: despojado, simples, e encarregado de levar boa notícia aos povos. Os jesuítas, que estão fora das atuais tensões em torno dos vazamentos do Vaticano, são um exército de especialistas com história consolidada e excelentes estruturas para dar todo tipo de apoio necessário à missão que deverá cumprir.
Um segundo sinal é a autoimagem que irradiou do balcão da basílica de São Pedro: ele calcou sua fala espontânea no fato de assumir a diocese de Roma como seu bispo. Assim tratou o povo romano como interlocutor preferencial na praça à sua frente. Do ponto de vista da compreensão teológica, da legitimidade do encargo pontifício, este é o caminho certo: ele não é papa que também é bispo de Roma. É o contrário: é bispo de Roma e por isso é o primeiro entre os demais bispos, que chamamos, a partir de um dado momento da história, de papa. Isso revela um forte acento no governo colegial de todos os bispos, o que é um clamor de muitas vozes na Igreja depois do concílio Vaticano II. Esta visão facilita também o diálogo ecumênico com as demais igrejas cristãs.
Um terceiro e comovente sinal, além da saudação espontânea, foi o pedido de bênção _ que o povo rezasse por ele e o abençoasse _ antes de ele mesmo abençoar. Em sua primeira fala, há um tratamento no pronome "nós" que tem grande significado para este tempo de participação, um modo de falar de democracia na Igreja. A sua despedida ao povo está próxima de algumas falas de João XXIII, o Papa Bom: "Nós nos veremos em breve, rezem por mim e tenham uma boa noite!".
Evidentemente, são apenas alguns sinais muito iniciais, como quem quer fazer a multiplicação dos pães ou até tirar leite de pedra. Mas, sabendo de sua vida em Buenos Aires, livre das discussões que assombram as relações do episcopado argentino com a ditadura dos anos de chumbo, vivendo ao estilo dos demais jesuítas, de forma a não recusar se servir de meios públicos de transporte e de serviços da cozinha, pode-se esperar que ele tenha competência e energia para a tarefa firme da reforma sugerida por Bento XVI junto com a simplicidade franciscana do padroeiro da Itália que encanta o mundo e no Brasil é conhecido como companheiro dos pobres, São Francisco das Chagas: quem sabe até não troque os sapatos vermelhos por um par de sandálias?
*Frei e teólogo, professor da pós-graduação da PUCRS, secretário executivo do Fórum Mundial de Teologia e Libertação

sexta-feira, 15 de março de 2013

É possível um exercício do papado diferente



A grave crise moral que atravessa todo o corpo institucional da Igreja fez com que o Conclave elegesse alguém que tenha autoridade e coragem para fazer profundas reformas na Cúria romana e inaugurar uma forma de exercício do poder papal que seja mais conforme o espírito de Jesus e adequado à nova consciência da humanidade. Francisco é o seu nome.
A figura do Papa é talvez o maior símbolo do Sagrado no mundo Ocidental. As sociedades que pela secularização exilaram o Sagrado, a falta de líderes referenciais e a nostalgia da figura do pai como aquele que orienta, cria confiança e mostra caminhos, concentraram na figura do Papa estes ancestrais anseios humanos que podiam ser lidos nos rostos dos fiéis na praça de São Pedro. Por isso é importante analisar o tipo de exercício de poder que o Papa Francisco vai exercer. Disse em sua primeira fala que vai "presidir na caridade” e não como os anteriores com poder judicial sobre todas as igrejas.
Para os cristãos é irrenunciável o ministério de Pedro como aquele deve "confirmar os irmãos e as irmãs na fé” segundo o mandato do Mestre. Roma, onde estão sepultado Pedro e Paulo, foi, desde os primórdios, referência de unidade, de ortodoxia e de zelo pelas demais as igrejas. Esta perspectiva é acolhida também pelas demais igrejas não católicas. A questão toda é a forma como se exerce tal função. O Papa Leão Magno (440-461), no vazio do poder imperial, teve que assumir a governança de Roma. Tomou o título de Papa e de Sumo Pontífice que eram do Imperador, incorporou o estilo imperial de poder, monárquico, absoluto e centralizado, com seus símbolos, as vestimentas e o estilo palaciano. Os textos atinentes a Pedro que em Jesus tinham um sentido de serviço e de primazia do amor foram interpretados como estrito poder jurídico. Tudo culminou com Gregório VII que com o seu "Dictatus Papae” (a ditadura do Papa) arrogou para si os dois poderes, o religioso e o secular. Surgiu a grande Instituição Total, obstáculo ao caminho da liberdade dos cristãos e da sociedade.
A partir dai o Papa emerge como um monarca absoluto com a plenitude de todos os poderes como o cânon 331 bem o expressa. Levanta a pretensão de subordinar ao seu poder todas as demais igrejas. Esse exercício absolutista foi sempre questionado, especialmente, pelos Reformadores. Mas nunca foi amenizado. Como reconhecia João Paulo II, este estilo de exercer a função de Pedro é o maior obstáculo ao ecumenismo e à aceitação pelos cristãos que vem da cultura moderna dos direitos e da democracia. Para suprir esta falta, os últimos dois Papas organizaram uma espetacularização da fé, com viagens e eventos massivos como a dos jovens a se realizar no Rio.
Esta forma monárquica e absolutista representa um desvio da intenção originária de Jesus e agora com Francisco deve ser repensada à luz da intenção de Jesus. Será um Papado pastoral e de serviço à caridade e à unidade e não mais um Papado do poder jurídico absolutista. O Concílio Vaticano II estabeleceu os instrumentos para uma reformulação no governo da Igreja: o sínodo dos bispos, esvaziado e feito até agora apenas consultivo, quando foi pensado para ser deliberativo. Criar-se-ia um órgão executivo que com o Papa governaria a Igreja. Criou-se pelo Concílio a colegialidade dos bispos, quer dizer, as conferências continentais e nacionais ganhariam mais autonomia para permitir um enraizamento da fé nas culturais locais, sempre em comunhão com Roma. Representantes do Povo de Deus, cardeais, bispos, clero e leigos e até mulheres ajudariam a eleger um Papa para toda a cristandade. Faz-se urgente uma reforma da Cúria na linha da descentralização. Certamente o que fará o Papa Francisco. Por que o Secretariado para as religiões não cristãs não pudesse funcionar na Ásia? O Dicastério da unidade dos cristãos em Genebra, perto do Conselho Mundial de Igrejas? O das missões, em alguma cidade da África? O dos direitos humanos e justiça, na América Latina?
A Igreja Católica poderia se transformar numa instância não autoritária de valores universais, do cuidado pela Terra e pela vida sob grave ameaça, contra a cultura do consumo, em favor de uma sobriedade condividida, enfatizando a solidariedade e a cooperação a partir dos últimos contra a exacerbação da concorrência. A questão central não é mais a Igreja; mas, a Humanidade e a civilização que podem desparecer. Como a Igreja ajuda em sua preservação?
Tudo isso é possível e realizável, sem renunciar em nada a substância da fé cristã. Importa que o Papa Francisco seja um João XXIII do Terceiro Mundo, um "Papa buono”. Só assim poderá resgatar a credibilidade perdida e ser um luzeiro de espiritualidade e de esperança para todos.
[Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor].

Papa Francisco e o presidente da CNBB

 
domdamascenoPapaNo percurso feito entre a Casa Santa Marta, onde os cardeais eleitores estão hospedados, até a Capela Sistina, lugar onde foi realizada a celebração do final do Conclave, nesta quarta-feira, 14 de março, Papa Francisco sentou-se ao lado de dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB. O clima dentro do micro-ônibus era de alegria e harmonia.

Uma fotografia que mostrava o Papa de costas já circulava nas redes sociais com a informação de que o Papa dispensara o carro especial que o conduziria de um lugar ao outro. Somente no final da tarde, alguns sites e as redes sociais mostraram quem era o feliz colega de poltrona de sua Santidade. A foto mostra o Papa sorridente ao lado do cardeal de Aparecida.

O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, relatou na Coletiva de Imprensa que na manhã da quinta-feira, o Papa vai retirar o lacre dos aposentos pontifícios, mas não irá se mudar para lá. Ele vai permanecer em seu apartamento na Casa Santa Marta até que algumas reformas sejam feitas no Palácio Apostólico. Lombardi também garantiu que o Papa vai proceder normalmente a meditação e o oreação do Angelus no domingo, 17 de março.

Por CNBB.

Francisco, o novo Papa


padre Geovane Saraiva NOVA“A ti corremos, Angélico Pastor, Em ti nós vemos o doce Redentor. A voz de Pedro na tua o mundo escuta, não vencerão as forças do inferno, mas a verdade, o doce amor fraterno!” Hino do Vaticano

Por Padre Geovane Saraiva*

Jorge Mario Bergolio, a partir deste dia 13 de março de 2013 é para o mundo católico o novo Papa, o novo Sumo Pontífice, com o nome Papa Francisco. O quer dizer Pontífice? Pontífice quer dizer ponte e tem a função de ligar uma margem à outra de um rio. No caso do Sucessor de Pedro, o múnus que lhe foi atribuído é o de fazer a ligação da terra ao céu, numa misteriosa troca de dons. A ocasião é por demais feliz, no sentido de rendermos graças ao bom Deus, na mais absoluta convicção, de que o povo de Deus, com o novo Vigário de Cristo na terra, reavirá a sua fé, através do representante legítimo e visível de Cristo aqui na terra, avançando às águas mais profundas, orientados por sua palavra segura, fecunda e esperançosa (cf. Lc 5, 4-7; MT 16, 18 ).

Que ele seja um autêntico pai na caridade, num grande esforço de sempre mais proporcionar um estreito relacionamento da Igreja com o mundo contemporâneo, no meu modo de perceber as coisas, igualmente gritante, quando da ocasião Concílio Vaticano II, tendo por base os princípios doutrinários da Mãe Igreja, nestas palavras: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração” (GS, 200).

Visto pelos olhos da fé, o gesto de Bento XVI, que surpreendeu o mundo, revela-nos o sopro do Espírito Santo e que foi humildemente acolhido por todos. Renúncia durante seis séculos era tida como um sinal de fraqueza, mas que agora foi transformado e visto como uma atitude de extraordinária grandeza, na eleição do novo representante de Cristo da terra, o Papa Francisco.

Nossa confiança é enorme, sobretudo, ao refletirmos sobre a parábola do pai misericordioso (Lc 15, 11-32), porque somos chamados a sonhar com um papa totalmente identificado com o pai da passagem deste Evangelho, no seu amor infinito e acolhedor, que soube no momento exato compreender e compadecer-se da miséria do filho mais novo, num gesto extraordinário de generosidade, ao mesmo tempo em que experimentou a alegria e a felicidade de seu retorno a casa.

Vamos esperançosos, contar com um papa que saiba compreender a humanidade, representada pelo filho mais novo, que deixou seu pai querido, numa aventura de assumir e administrar sua própria vida e seus bens, na irresponsabilidade e inconsequência. Igualmente, numa pedagogia marcada pela misericórdia, que saiba ir ao encontro do filho mais velho, que também representa a mesma humanidade, para falar-lhe da necessidade de misericórdia e conversão do coração, diante da dor, da miséria e do sofrimento humano, exigindo-lhe amor, compaixão, solidariedade e ternura.

Num mundo marcado pelo pluralismo, na diversidade de pensamentos e opções de vida, alimenta-se sempre mais o sonho de um mundo fraterno e solidário, onde o Espírito Santo aja em toda sua plenitude, através do novo Papa Francisco, eleito neste dia 13 março, para a função maior de animar e confirmar os irmãos na fé, na Igreja Católica. A nossa ardorosa súplica ao bom Deus, diante da missão incomensurável, que ele seja causa de grande alegria, além de ser fermento, sal e luz para toda a humanidade, ávida dos seus ensinamentos.

Jesus Cristo continua a afirmar: “O que vos peço é que não os tireis do mundo, mas os livreis do mal” (Jo 17, 15). A Igreja vive inserida num mundo onde há pedofilia, homossexualidade e segunda união. Mesmo sendo uma organização de voluntários, espera-se de seus membros obrigações e vínculos, onde não se prescindem clareza e convicção. Na alegria da sua eleição, jamais podemos esquecer que o novo Pastor Universal tem, através do anúncio do Evangelho e do diálogo, a tarefa de fermentar o mundo e a própria criação, na edificação do Reino de Deus e sua justiça.

Com a chegada do novo Vigário de Cristo na terra, que o planeta possa ser alegremente contemplado, no sentido de que os cristãos sejam estimulados e fomentados a um grande compromisso de dialogar e cuidar da criação, nas suas mais diversas realidades. O mundo precisa carinhosamente de práticas ecológicas e ambientais, para que a fé da humanidade possa se tornar cada vez mais viva e coerente com aquilo que se acredita.

*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, Escritor, Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza e Vice-Presidente da Providência Sacerdotal. Pároco de Santo Afonso – geovanesaraiva@gmail.com.
FONTE: ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA

Foi eleito o novo Papa da Igreja católica, para a Igreja no mundo inteiro, disse o arcebispo de Fortaleza, em entrevista coletiva

arcebispo500Na manhã de 14 de março, o arcebispo metropolitano de Fortaleza, dom José Antonio, concedeu uma entrevista coletiva sobre a eleição do novo Papa. Na coletiva o arcebispo falou da alegria da escolha do novo guia da Igreja no mundo e destacou a simplicidade e a humildade no novo pastor universal.

Destacou, também, a forma como o novo Papa se apresentou aos fiéis em Roma, de forma simples e humilde, pedindo oração. E o nome escolhido, Francisco, é um nome significativo.

Dom José Antonio disse que o atual Papa em suas primeiras palavras nos deu sinal de que será um papa de simplicidade, fraternidade, do contato pessoal, do conhecimento entre o pastor e o seu rebanho e da nova evangelização.

“Foi escolhido um Papa para toda a Igreja, para a Igreja do mundo inteiro. E o mundo todo se voltou para esse momento com oração e atenção. Mas não só a Igreja, toda a sociedade estava voltada para a escolha do guia universal de toda a Igreja”.

Foram várias as análises, mas uma atual e lúdica, é a de que todas as grandes previsões não funcionam, nunca funcionam, o que funciona é a ação do Espírito. Estamos felizes: a Igreja tem o seu novo papa, um bispo que guia o seu povo. E nós esperamos que esse momento de graça na Igreja possa ser vivido com alegria, com ação de graças. Quem pensa numa Igreja que acaba, verá que ela não acaba, porque é Deus que a guia, e Ele não faltará nunca, disse o arcebispo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

papa-bergoglio-650Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, em entrevista coletiva concedida à imprensa, na tarde desta quarta-feira, 13 de março, apresentou a saudação oficial da CNBB ao papa Francisco I.
leia a saudação na íntegra:

SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA
“Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Sl 118,26)
Tomada pela alegria e espírito de comunhão com a Igreja presente em todo o mundo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB eleva a Deus sua prece de louvor e gratidão pela eleição do novo Sucessor de Pedro, Sua Santidade Francisco I.
O tempo e as circunstâncias que antecederam a eleição de Francisco I ajudaram a Igreja a viver intensamente a espiritualidade quaresmal, rumo à vitória de Cristo celebrada na Páscoa que se aproxima. O momento é de agradecer a bondade de Deus pela bênção de um novo Papa que vem para guiar os fieis católicos na santidade, ensiná-los no amor e servi-los na humildade.
A eleição de Francisco I revigora a Igreja na sua missão de “fazer discípulos entre todas as nações”, conforme o mandato de Jesus (cf. Mt 28,16). Ao dizer “Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-Lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: “Cuida das minhas ovelhas” (cf. Jo 21,17).
Nascido no Continente da Esperança, Sua Santidade traz para o Ministério Petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha.
A expectativa com que o mundo acompanhou a escolha do Sucessor de Pedro revela o quanto a Igreja pode colaborar com as Nações na construção da paz, da justiça, da igualdade e da solidariedade.
Ao novo Papa não faltará a assistência e a força do Espírito Santo para cumprir esta missão e aprofundar na Igreja o dom do diálogo, em uma sociedade marcada pela pluralidade e pela diversidade, e o compromisso com a vida de todos, a partir dos mais pobres, como nos ensina Jesus Cristo.
Ao saudá-lo no amor de Cristo que nos une e na missão da Igreja que nos irmana, asseguramos-lhe a obediência, o respeito e as orações das comunidades da Igreja no Brasil, para que seja frutuoso o seu Ministério Petrino.
Com toda Igreja, confiamos sua vida e seu pontificado à proteção da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja.
Bem-vindo Francisco I! A Igreja no Brasil o abraça com amor!
Dom Belisário José da Silva Dom Leonardo Ulrich Steiner
Arcebispo de São Luis Bispo Auxiliar de Brasília
Vice Presidente da CNBB Secretário Geral da CNBB

Francisco I: o novo Papa

ncbergoglioO cardeal argentino e arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, de 76 nos, foi eleito o novo pontífice da Igreja Católica Apostólica Roma. A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, às 15h05, no Brasil (horário de Brasília), 19h05, em Roma. O novo Pontífice se apresentou ao mundo, às 16h22 e convidou todo o povo para rezar em intenção ao Papa Emérito, Bento XVI. O anúncio “Habemus Papam” foi pronunciado pelo cardeal diácono mais velho, 70 anos, Jean-Louis Tauran.
Confira a biografia do Papa Francisco:
 
Data de nascimento. Nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936.
Educação. Estudou e se diplomou como técnico químico, mas ao decidir-se pelo sacerdócio ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus, estudou humanas no Chile, e em 1960, de retorno a Buenos Aires, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, na localidade de San Miguel. Entre 1964 e 1965 foi professor de Literatura e Psicologia no Colégio da Imaculada da Santa Fé, e em 1966 ditou iguais matérias no Colégio do Salvador de Buenos Aires. Desde 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel, cuja licenciatura obteve.
Sacerdócio. Em 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Em 1971 fez a terceira
aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973, sua profissão perpétua. Foi professor de noviços na residência Villa Barilari, de San Miguel (anos 1972/73), professor na Faculdade de Teologia e Consultor da Província e reitor do Colégio Máximo. Em 31 de julho de 1973 foi eleito provincial da Argentina, cargo que exerceu durante seis anos. Esteve na Alemanha, e ao voltar, o superior o destinou ao Colégio de Salvador, de onde passou à igreja da Companhia, da cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor. Entre 1980 e 1986 foi reitor do Colégio Máximo de San Miguel e das Faculdades de Filosofia e Teologia da mesma Casa.
Episcopado. Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o designou bispo titular da Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano recebeu na Catedral primaz a ordenação episcopal, e foi promovido a arcebispo auxiliar de Buenos Aires em 3 de junho de 1998. De tal sé arcebispal é titular desde em 28 de fevereiro de 1998, quando se converteu no primeiro jesuíta que chegou a ser primaz da Argentina.
É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina e que não contam com Ordinário de seu próprio rito. Na Conferência Episcopal Argentina é vice-presidente; e como membro da Comissão Executiva é membro da Comissão Permanente representando à Província Eclesiástica de Buenos Aires. Integra, além disso, as comissões episcopais de Educação Católica e da Universidade Católica Argentina, da que é Grande Chanceler. Na Santa Sé, forma parte da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos, e da Congregação para o Clero.
Cardinalato: Criado cardeal presbítero em 21 de fevereiro do 2001; recebeu a barrete vermelha e o título de São Roberto Belarmino.
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: CNBB

COMO FUNCIONA O CONCLAVE


A missão marista num mundo novo

Comissão de Novos Modelos de Animação, Gestão e Governo

08/03/2013: Casa Geral

Nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro de 2013, na Casa Geral dos Irmãos Maristas, em Roma, aconteceu a terceira reunião da Comissão Internacional de Novos Modelos de Animação, Gestão e Governo. Participaram o Sr. Marco Cândido (Brasil Centro-Sul) e Irmãos Gabriel Villa-Real (L’Hermitage), Michel Green (Austrália), Victor Preciado (Conselho e Economo Geral), John Klein (Conselho Geral) e João Carlos do Prado (Secretariado da Missão).
A reunião teve por objetivo apresentar ao Conselho geral o esboço do Projeto trabalhado pela Comissão, nas reuniões prévias, bem como a metodologia e a estrutura de desenvolvimento. Nesse sentido, nas manhãs dos dias 19 e 20 de fevereiro, a Comissão refletiu sobre o projeto com o Conselho geral.
O Projeto de “Novos modelos de animação, gestão e governo” visa ao desenvolvimento e à sustentabilidade da missão marista nos diversos níveis do Instituto Marista. A internacionalidade do Instituto e a participação dos leigos são oportunidades para juntos buscarmos o melhor caminho para fortalecer a presença e a missão marista no mundo, sobretudo, nas novas terras em que o Senhor nos desafia.

Uma responsabilidade comum

O Ir. Emili Turú opina sobre a atualidade do momento histórico da Igreja

12/03/2013: Casa Geral

Como se realçou nestas últimas semanas, a figura do papado tem um caráter simbólico muito importante. Por isso, não é irrelevante o conteúdo que se dá a essa função, nem tampouco a pessoa que a assume. É evidente que o papa João XXIII marcou uma nova época na historia da Igreja, convidando a um retorno ao essencial e a um profundo aggiornamento, que produziu uma onda de esperança em muitas pessoas.
Entretanto, não sou tão ingênuo de pensar que a Igreja será mais evangélica simplesmente com uma mudança de papa. Dizem que as expectativas são frustrações premeditadas, assim que procuro recordar-me que a Igreja se constrói no dia a dia por milhares de pessoas que procuram viver sua fé com autenticidade. E repito para mim que devo ser uma dessas pessoas.
Sim, sonho com uma Igreja simples; contemplativa; acolhedora sem condições; servidora de todos, especialmente das pessoas mais vulneráveis; aberta ao diálogo; realmente comunitária; que dê maior protagonismo ao laicato, especialmente à mulher…; mas sei muito bem que tenho uma responsabilidade em construir essa Igreja.
Se o papa Juan XXIII pôde convocar o Vaticano II, foi porque algo se estava movendo na Igreja, há muito tempo. Provavelmente, ele não foi mais que o catalisador de um amplo movimento de renovação que vinha das bases da Igreja.
A hierarquia da Igreja tem sua própria responsabilidade, mas não deveríamos abdicar da nossa, como se tudo dependesse de um grupo reduzido de homens. Não foi, de fato, a renúncia de Bento XVI um convite a que cada cristão faça uso de sua liberdade como filho e filha de Deus, e assuma a responsabilidade que lhe corresponde?
Talvez a pergunta, portanto, não seja o que o papa vai fazer pela Igreja, mas o que nós vamos fazer por ela.
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Tomado da revista “Vida Nueva” - www.vidanueva.es

terça-feira, 12 de março de 2013

Veja 14 fatos sobre o conclave, reunião que vai eleger o novo Papa

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo

Roupa dos cardeais durante o conclave (Foto:  )
Os cardeais dão início nesta terça-feira (12) ao conclave que vai escolher o novo Papa, sucessor de Bento XVI na liderança da Igreja Católica.

O processo ocorre a portas fechadas segue uma série de ritos. O G1 ouviu especialistas que, abaixo, contam alguns detalhes e curiosidades.
saiba mais
Foram ouvidos os padres Denilson Geraldo, professor de direito canônico da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e Helmo Faccioli, coordenador da Comissão Litúrgica da Arquidiocese de São Paulo.
Além deles, o cardeal brasileiro Dom Geraldo Majella, um dos cinco brasileiros que com direito a votar e ser votado na próxima sucessão papal, e que já participou do conclave que elegeu o Papa Bento XVI, também falou sobre detalhes da reunião, que acontecerá na Capela Sistina, no Vaticano.
1 - Os cardeais ficam trancados na Capela Sistina o tempo todo?
Não. Eles fazem as refeições e dormem na Casa Santa Marta, um edifício construído durante o pontificado de João Paulo II, localizado a 700 metros da Capela Sistina. Ele está pronto para receber os cardeais durante o conclave. Os participantes das votações ficam trancados apenas durante as votações: quatro por dia, duas de manhã e duas à tarde, até que se eleja um Papa.

2 - Qual é o idioma falado durante o conclave?
De acordo com Dom Geraldo Majella, a língua predominante é o italiano. No entanto, “todos falam os idiomas que conhecem. Mas na hora de se comunicar em público, o italiano é a língua permanente e que todos entendem”, explica.

Expressões que fazem parte do ritual do voto são faladas em latim. Na hora de votar, segundo o padre Denilson, os cardeais dizem em voz alta “Testor Christum Dominum, qui me iudicaturus est, me eum eligere, quem secundum Deum iudico eligi debere”, que quer dizer em português “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há de julgar que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo que deve ser eleito”.
3 - Como os cardeais se deslocam entre a Capela Sistina e a Casa Santa Marta?
Cerca de 700 metros dividem os dois locais. Segundo Dom Geraldo Majella, cardeal brasileiro, o trajeto pode ser feito caminhando ou com a ajuda de meios de transporte, como carros ou micro-ônibus, que estão a serviço do Vaticano.
Deslocamento entre a Capela Sistina e a Casa Santa Marta (Foto:  )
4 - Os cardeais ficam sem comer durante a votação?
Não. Devido ao costume de realizar duas votações na parte da manhã e mais duas no período da tarde, os participantes do conclave terão um intervalo para refeição, que deve ocorrer entre 13h e 15h (horários locais). Eles se retiram da Capela e se dirigem à Casa Santa Marta, onde ficarão hospedados e enclausurados até a escolha do novo Sumo Pontífice. Lá almoçam e ainda “tiram um cochilo”, seguindo a tradição italiana de descansar após a refeição.

5 - Eles poderão utilizar aparelhos celulares, tablets, Facebook ou Instagram para postar o que acontece na votação?
Não. Segundo o padre Denilson, baseado em informações da Constituição Apostólica, para que nenhum segredo seja violado o camerlengo pode recorrer à perícia de dois técnicos que terão a obrigação de evitar que cardeais e demais funcionários da Santa Sé envolvidos no conclave entrem com meios de captação ou transmissão audiovisuais na Capela Sistina.

No entanto, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse em entrevista coletiva na última semana que os cardeais eleitores não precisarão passar por revista antes de entrar no local de votação. Apenas funcionários e demais pessoas que trabalharem neste local e também na Casa Santa Marta terão de se submeter a um detector de dispositivos.
6 - Mas e quem desrespeitar e conseguir “burlar” as normas da Santa Sé?
Deverá ser punido com a excomunhão, que é a expulsão do religioso da Igreja Católica.

7 - Fora da Capela Sistina, os cardeais podem conversar entre si?
Sim. Eles podem conversar normalmente entre si durante os dias do conclave. Funcionários do Vaticano também terão acesso a eles. No entanto, não poderão falar nada do que se passa fora dos muros da Santa Sé ou ainda não podem jamais contar o que ouviram dos cardeais durante o período de trabalho, sob pena de excomunhão.

8 - A quantidade de votos recebida pelo Papa será divulgada ao público?
Não. Apenas o Papa eleito e os cardeais que estiverem na Capela Sistina ficarão sabendo. Será possível os cardeais tomarem conhecimento do "placar final" de cada rodada de votação, de acordo com o padre Denilson. Ele explica que a constituição do Vaticano permite aos cardeais a utilização de material para anotação dos votos, que serão lidos em voz alta, um a um, durante a contagem das cédulas. “Neste aspecto, não há nenhum tipo de segredo”, disse o sacerdote. No entanto, essas informações não podem ser divulgadas publicamente.
9 - Que roupa os cardeais usam durante a votação?
Segundo o padre Helmo Faccioli, os cardeais usam uma veste denominada “coral", composta de uma batina vermelha, uma sobrepeliz branca por cima, uma mozeta vermelha, além de uma cruz peitoral, solidéu vermelho e o barrete cardinalício (um chapéu que se coloca sobre o solidéu). A veste é usada em todas as sessões do conclave. É considerada solene, própria do oficio de cardeal, que a usa em reuniões oficiais.
10 - Os cardeais já começam o dia votando?
Não. Segundo padre Denilson, em todos os dias de conclave haverá a celebração de uma missa e a leitura da Liturgia das Horas – oração que consiste na recitação de três salmos, um cântico, além de uma leitura bíblica do Novo ou Antigo Testamentos.
11 - Se algum cardeal ficar doente e não conseguir ir à Capela Sistina, ele poderá votar?
Sim. Será função dos infirmarii (enfermeiro, em latim), cardeais que também são eleitores e são designados para recolher os votos de cardeais enfermos presentes na Casa Santa Marta que não conseguiram se deslocar para o núcleo do conclave.
12 - Quantas votações podem acontecer?
Podem ocorrer até 34 votações durante o conclave, o máximo permitido pela Constituição da Igreja. Há um cronograma que prevê pausas entre as rodadas, caso não nenhum cardeal receba os 2/3 de votos previstos. De acordo com o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, não é obrigatório haver votação na primeira tarde de conclave, já que estão previstas as orações e os juramentos dos cardeais.
Dia Manhã Tarde
1 Missa de abertura do Conclave 1ª votação*
2 2ª e 3ª votações 4ª e 5ª votações
3 6ª e 7ª votações 8ª e 9ª votações
4 10ª e 11ª votações 12ª e 13ª votações
5 1 ª Pausa para a oração e o livre diálogo entre os eleitores
6 14ª e 15ª votações 16ª e 17ª votações
7 18ª e 19ª votações 20ª votação. Caso ainda não haja um papa, há uma pausa para reflexão até o dia seguinte
8 21ª e 22ª votações 23ª e 24ª votações
9 25ª e 26ª votações 27ª votação. Caso ainda não haja um papa, há uma pausa para reflexão até o dia seguinte
10 28ª e 29ª votações 30ª e 31ª votações
11 32ª e 33ª votações 34ª votação, com apenas dois candidatos e eleição do novo Papa
* É possível que não ocorra votação no primeiro dia, de acordo com o Vaticano
13 - A fumaça da chaminé da Capela Sistina vai aparecer ao final de cada um das votações?
Não. De acordo com padre Denilson, caso a primeira votação da manhã ou da tarde não resulte na escolha de um novo Papa, a emissão da fumaça negra pela chaminé da capela Sistina, resultado da queima das cédulas, só ocorrerá após a segunda rodada de votos realizada no período da manhã ou da tarde. O sacerdote explica ainda que quando a fumaça branca for lançada, não será possível saber se foi após a primeira ou a segunda votação, seja ela da manhã ou da tarde.

14 - Assim que o Papa for escolhido, o que acontece com ele?
Segundo padre Denilson, quando um cardeal receber 2/3 dos votos, as portas da Capela Sistina serão abertas e entrarão o secretário do Colégio de Cardeais, o mestre de cerimônias litúrgicas, além de dois cerimoniários (normalmente são padres). Neste momento, o cardeal decano, que já estará no interior do recinto, perguntará, em voz alta, "aceitas a tua eleição canônica para sumo-pontífice?". Caso a resposta seja sim, outra pergunta é feita pelo cardeal decano: "como queres ser chamado?".
Após o Papa eleito citar o nome que escolheu, o mestre de celebrações litúrgicas redigirá um documento com o nome do novo pontífice, que terá os dois cerimoniários como testemunhas. Em seguida, as cédulas utilizadas nesta votação serão queimadas, além de todos os papéis que os cardeais podem ter escrito (rascunhos) para que a fumaça branca seja liberada pela chaminé instalada na capela.

FONTE: SITE G1

Sucessão no Vaticano

Para jornais italianos, Odilo Scherer é um dos três principais candidatos. Gaúcho seria apoiado por número elevado de cardeais — mas não pelos brasileiros
Os principais veículos da imprensa italiana, como os jornais Corriere Della Sera e o La Republica, apostam em três candidatos como os mais prováveis entre os 115 cardeais a suceder o papa emérito Bento XVI. Na relação estão o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, de 63 anos. Os outros dois são o cardeal canadense Marc Oullet, de 68 anos, e o italiano Angelo Scola, de 69 anos.
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Tradicionalmente, os principais veículos de imprensa na Itália mantêm vaticanistas — especialistas em temas da Igreja Católica Apostólica Romana — entre seus comentaristas e consultores. No Corriere Della Sera, a reportagem principal faz um perfil dos três cardeais, apontados como prováveis candidatos à sucessão de Bento XVI. O canandense é descrito como o mais aberto.
O brasileiro dom Odilo é definido como o candidato que conta com o apoio de um elevado número de cardeais, principalmente da América do Sul. O arcebispo de Milão, Angelo Scola, é apoiado pelos europeus e, naturalmente, pelos italianos que têm mais votos no conclave, segundo o Corriere Della Sera.
O jornal também apresenta como candidatos paralelos o mexicano Francisco Robles Ortega, o húngaro Péter Erdo e o austríaco Christoph Schönborn. O La Republica menciona a pressão feita por norte-americanos por um nome oriundo dos Estados Unidos. O nome que tem o apoio dos norte-americanos é Timothy Dolan, o arcebispo de Nova York.
Porém, para o La República o nome que reúne mais votos é o do italiano Angelo Scola. Ele, segundo o jornal, é considerado um cardeal moderado e sua escolha pode representar a abertura da Igreja, na busca por mudanças internas, no momento de denúncias de casos de pedofilia e desvio de recursos no Vaticano.
Um nome que também surge no cenário é o do cardeal francês, arcebispo de Lyon, Philippe Barbarin. Dom Odilo é mencionado como o cardeal que tem o respeito da Cúria da Igreja, embora não conte, segundo o jornal, com votos entre os outros cardeais brasileiros. O La Republica lembra que, em 2011, o escolhido para presidir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foi dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida.
Diário Catarinense – 11/03/2013
AGÊNCIA BRASIL


1 comentário para Sucessão no Vaticano

Campos de Sousa
  • Oração pela eleição do Bispo de Roma
    Lisboa, Terça-Feira dia 12 de Março de 2013 – Ano da Fé.
    11:30H
    Bom e eterno Deus e amado Pai, neste preciso momento em Roma, os teus filhos cardeais da ICAR estão reunidos a portas fechadas, para procederem a eleição do próximo Bispo de Roma.
    Bom Deus peço-te que a escolha seja orientada por Ti. Peço-te que fales à mente, ao coração e ao ouvido, de todos os teus escolhidos para este solene ato espiritual, com implicações na terra e nos céus. Peço-te que diga-lhes de forma clara e inequívoca, o nome no qual devem votar, e eleger como anjo da Tua igreja que se reúne na ICAR. Peço-te que envies o sopro veemente do Teu Espírito, dentro da Capela Sistina durante todo o conclave, e que o Espírito Santo convença todos os cardeais a obedecerem a Tua voz, elegendo quem o Pai ordenar que elejam, ainda que porventura, tenham recebido instruções, para votar em outro nome. Peço-te que neste conclave do Ano da Fé, seja feita a Tua boa, agradável e perfeita vontade. Pai amado eu peço-te em nome de Jesus. Amém.